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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

ainda o eusébio e a memória das pessoas

07.01.14

 

 

 

 

Passei horas a jogar futebol e vejo alguns jogos pela televisão. Nasci em Moçambique e não fiquei indiferente ao eterno Eusébio.

 

Apeteceu-me fazer um post no dia do seu falecimento e contar uma história. Como se imagina, a sua lenda em Moçambique constituiu imensas narrativas. Até tinha algumas pessoas da família ligadas ao futebol como jogadores ou treinadores, mas decidi-me por uma história que vivi no dia inesquecível em que Portugal venceu a Coreia do Norte no mundial de 1966. Era pequeno e estava no cinema. Tenho a certeza disso e lembro-me, como contei, dos detalhes. Portanto, o jogo só se pode ter realizado num fim-de-semana ou num feriado e no período da tarde.

 

Ontem, ouvi um ex-primeiro-ministro a contar a sua história no dia do mesmo jogo. Vivia por aqui, no continente, e estava na escola. Fiquei perplexo com a memória do indivíduo. Não podia ser. Fim-de-semana ou feriado não seria dia de aulas e surpreenderam-me os pormenores. Afinal a minha perplexidade era fundamentada como se pode ver no vídeo e como as redes sociais não se cansam de registar. Enfim; a escola pública não merecia tanto fim-de-semana transformado em dia lectivo.

 

 

o inverno da investigação

07.01.14

 

 

 

Dentro de duas décadas, se tanto, não teremos investigadores dedicados às Humanidades e Ciências Sociais e será difícil contratar professores para essas áreas.

 

A perplexidade com o desleixo do MEC acentua-se quando percebemos a preocupação de Nuno Crato com a formação de alguns professores do primeiro ciclo (onde há excesso de oferta) enquanto reduz a carga curricular nas Humanidades e Ciências Sociais (para não falar das Artes, das Expressões ou das disciplinas das ciências experimentais) e provoca ainda uma hecatombe na investigação nessas áreas. Entretanto, um SE do Governo propõe-se aliciar imigrantes de "elevado potencial" e despreza os jovens adultos que emigram diariamente.

 


"1. Este ano o Inverno chegou à investigação das Humanidades e Ciências Sociais com a força de uma hecatombe. Um autêntico desastre, de consequências imprevisíveis, a revelar uma total desorientação por parte de quem nos governa! A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), sob tutela do Ministério da Educação e Ciência, com responsabilidades no financiamento da pesquisa em Portugal, perdeu o controlo sobre o processo de atribuição de contratos de investigação por cinco anos.(...)No que respeita às ciências sociais e humanas, há dois aspectos interligados que podem ajudar a perceber as referidas faltas de autonomia e autoridade. Refiro-me à remodelação do Conselho Científico na mesma área, que se politizou partidariamente e para o qual o ministro da tutela começou por nomear a sua própria mulher e um amigo de juventude, director de um centro de investigação sempre mal classificado pela própria FCT."