Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

lisboa - cidade do fado e da luz (2)

06.01.14

 

 

 

Assisti, no cinema S. Jorge em Lisboa, à antestreia do belíssimo documentário (cerca de 45 minutos), "Lisboa - cidade do fado e da luz". As imagens e as histórias de Lisboa foram realizadas por Lourdes Picareta e serão exibidas nos canais 1 da Televisão Alemã e no Francês Arte.

O público alvo do documentário ficará com uma vontade irresistível de visitar a capital, tal a beleza das imagens e a mistura dos três tempos das sociedades. O documentário tem como protagonistas José Avillez (cozinheiro), Joana Vasconcelos (escultora), Gisela João (fadista), Filipa Prudêncio (surfista) e José Cabral (blogger). Foi memo com um sorriso babado que assisti à presença da Filipa como protagonista num documentário deste género e fiquei deslumbrado com as imagens das suas surfadas na Ericeira. Prometi o vídeo e assim é. A Filipa aparece a partir do minuto 33.30.

 

 

faltam 15 dias

06.01.14

 

 

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação que faço com muito gosto.

 

 

 

 

COMUNICADO – 06.01.2014

FALTAM 15 DIAS PARA O FIM DO PRAZO ESTABELECIDO PELA COMISSÃO EUROPEIA

 

 

15 Dias …

"É o tempo que falta para expirar o prazo que a Comissão Europeia concedeu ao Governo Português para comunicar as medidas tomadas para rever as condições de trabalho dos professores a contrato a termo, sob pena de remeter o caso para o Tribunal de Justiça da União Europeia.

O Parecer Fundamentado da Comissão Europeia enviado a Portugal em 20 de novembro de 2013 reporta-se à violação da Diretiva 1999/70/CE de 28 de junho que estabelece um acordo relativo a contratos de trabalho a termo, tendo estabelecidos princípios de não discriminação (artigo 4º) e disposições para evitar os abusos (artigo 5º).

Os Professores contratados desenvolvem, ano após ano, as mesmas atividades e têm os mesmos deveres e responsabilidades que os Professores do quadro com igual tempo de serviço, pelo que não é admissível que se perpetue a grave discriminação negativa entre profissionais que coabitam no dia-a-dia no espaço-escola, nomeadamente na remuneração, na progressão na carreira, na periodicidade de avaliação e na sua generalidade num maior número de horas de componente letiva.

Recordamos que as medidas a apresentar para solucionar cabalmente esta situação deverão ter em consideração, para além da legislação comunitária, a Resolução da Assembleia da Republica 35/2010 de 4 de maio, que determinou a obrigação do governo em “…integrar na carreira docente os professores profissionalizados contratados, em funções de docência há mais de 10 anos letivos, com a duração mínima de 6 meses por ano letivo, para efeitos de e integração e progressão na mesma. “ e o parecer do Provedor de Justiça de 8 de junho que refere, “… em face da análise de cada caso concreto, a conversão por via judicial, possa surgir como a medida que se impõe para atalhar à objetiva evidência de ineficácia do regime que permite a manutenção de docentes em situação precária durante 10, 15, 20 anos.”

A ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados, no seguimento da sua linha de orientação, caraterizada pela postura construtiva na procura de soluções que promovam a resolução da precariedade docente, tem solicitado repetidamente o agendamento de reuniões de trabalho com o MEC. Assumindo, de forma consciente, a sua responsabilidade como parceiro social que atua no domínio do sistema educativo, contribuindo com propostas construtivas para a promoção e salvaguarda de uma política educativa de excelência, exigiremos em todas as instâncias nacionais e internacionais a vinculação dos Professores contratados.

A qualidade da Escola pública preconizada no Estatuto da Carreira Docente não é possível de ser atingida com a instabilidade e insegurança no trabalho, nem com a precariedade laboral manifestada no decurso dos últimos 5, 10, 15 e mais anos.

É urgente e inadiável a resolução da precariedade dos Professores contratados! Basta de chamar necessidades transitórias e cíclicas, àquilo que evidencia, de forma clara, serem necessidades permanentes do sistema público de ensino!

É reconhecido, nacional e internacionalmente, que a Educação se constitui como um pilar fundamental para o desenvolvimento a longo prazo de um país. Tal como o Conselho Nacional da Educação defende, o acesso à Educação e o direito de aprender são indispensáveis ao desenvolvimento dos talentos das pessoas, à afirmação dos países e ao equilíbrio e bem-estar das sociedades, pois “nos tempos difíceis em que vivemos, a educação é essencial para a construção de um futuro sustentável.”

A ANVPC e os Professores contratados continuarão a desenvolver todas as ações ao seu alcance em prol do rigor, da qualidade e da excelência da Escola pública."

 

A direção da ANVPC

apenas equívocos?

06.01.14

 

 

 

 

Há quem se refugie num equívoco que convém desfazer: boa parte dos críticos do denominado "eduquês" não advogou o back to basics. Esse regresso, que é muito mais do que um equívoco, apenas preencheu as mentes mais preconceituosas e os seus fundamentos não têm qualquer valor teórico ou empírico.

 

Uma parte dos críticos desse labirinto de palavras, o "eduquês", centrou-se na hiperburocracia e outra parte na ideia mais ampla possível de uma aprendizagem não acorrentada em expressões redundantes ou sem significado.

 

 

"Deliberadamente vamos utilizar terminologia clássica, aclarando, desde logo, que "não se trata de advogar ou propôr o regresso a um passado mítico, e muito menos a defender programas mínimos como ler, escrever e contar ou as tendências de "back to basics". Trata-se, pelo contrário, de abrir novas perspectivas que ponham a aprendizagem, no seu sentido mais amplo, no centro das nossas preocupações" (Novoa, 2009, 194). Somamo-nos à exigência de clareza no debate sobre as coisas públicas: "O buraco negro do debate público sobre educação, capaz de absorver e fazer desaparecer qualquer ideia que se aproxime, é hoje a dificuldade em chamar as coisas pelos seus nomes" (Fernando Enguita, 2009, 72)"

 

 

 

 

 

Angel García del Dujo.

 

La escuela en crisis/Recontrucción del sentido de

la actividad educativa escolar (página 83)