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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

há sempre dois governos em Portugal

26.12.13

 

 

 

 

 

Há sempre dois governos em Portugal: um que é público e outro subterrâneo.

 

Sabemos dos motivos da bolha imobiliária, sabemos do BPN, das PPP´s e por aí fora, sabemos dos swaps, sabemos do Goldman Sachs, do J. P. Morgan, do Deutche Bank, sabemos das contas marteladas da França e da Grécia na adesão ao euro e com a obrigação da compra de aviões e submarinos, sabemos das negociatas dos escritórios de advogados que capturaram o arco do poder e sabemos muito mais que nos permitia ficar a noite a elencar mesmo que de forma não sistematizada.

 

Sabemos tudo isso. Sabemos ainda do parlatório desta malta das seitas com a complexidade dos contratos como se via no subprime. Ficamos a saber que em Setembro se contratou mais meio milhão pago desde Fevereiro e conhecido nas festas de natal de Dezembro. Esta malta goza e abusa.

 

 

 

 

 

 

Mal D´Amores

26.12.13

 

 

 

 

 

 

"Mal D´Amores" é o primeiro livro de João Daniel Pereira, da comissão de representantes do movimento "Em defesa da escola pública no Oeste". Li nestes dias e recomendo. Pode encomendar no site da Chiado Editores.

 

O livro foi apresentado nas Caldas da Rainha.

 

 

 

 

 

Encontrei no facebook do autor o primeiro texto do livro.

 

 

 

 

retrato

26.12.13

 

 

 

 

 

 

Quando li o desabafo que vai ler a seguir lembrei-me de ir à procura do texto do post anterior que intitulei "A liberdade evolui". Só aparentemente é que não têm qualquer relação. Este retrato da presidência envergonha-nos.

 

 

 

 

a liberdade evolui

26.12.13

 

 

 

 

 

Daniel Dennett é um relevante filósofo americano. "A liberdade evolui" é o título de uma das suas obras. Tem uma pequena história que merece uma atenta reflexão.

 

"A Orquestra Sinfónia de Boston é conhecida por fazer a vida difícil aos maestros convidados até que estes dêem provas de que merecem ocupar o lugar. Perante a sua estreia à frente da orquestra, e conhecendo a reputação da mesma, um jovem maestro decidiu tentar um atalho para conseguir ser respeitado. Estava programado que dirigisse a estreia de uma obra contemporânea inaudivelmente dissonante, e enquanto lia a partitura ocorreu-lhe um estratagema brilhante. Encontrou um crescendo no início, em que toda a orquestra produzia um som estridente em mais de doze notas discordantes, e reparou que o segundo oboé, uma das vozes mais suaves da orquestra, estava programado para tocar um Si natural. Agarrou na partitura para o segundo oboé e inseriu cuidadosamente o sinal para bemol - a partir de agora era indicado ao segundo oboé que devia tocar um Si bemol. No primeiro ensaio, conduziu energicamente a orquestra até ao crescendo adulterado. "Não!", berrou, parando a orquestra abruptamente. Depois, com o sobrolho enrugado e em profunda concentração disse: "Alguém, vejamos, sim, deve ser... o segundo oboé. Devia tocar um Si natural e tocou um Si bemol". "Não pode ser", respondeu o segundo oboé. "Eu toquei um Si natural. Um idiota qualquer tinha escrito aqui Si bemol!"."

 

 

 

 

(Não é a primeira vez que

transcrevo esta história

num post).