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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

o que levará?

23.12.13

 

 

  

 

Passei pelo facebook para meter uns likes ou comentários nas habituais mensagens de Boas Festas quando dou com um post do ex-MEC, e actual presidente do CNE, José David Justino que dá que pensar.

 

O que levará uma pessoa com estas funções a fazer um post destes numa época destas?

 

Se me lembrar do seu consulado, tenho bem presente a indignação que provocou a sua afirmação de que só não "contratava pessoas como João Rendeiro do BPP para gerirem escolas porque não tinha dinheiro para lhes pagar" ou uma inenerrável informatização de um concurso de professores, recheada de incompetência técnica e política, que descredibilizou de forma irreparável por uns bons anos todo o sistema escolar e que abriu portas aos sucessivos devaneios que se seguiram e que parecem não ter fim. Não me lembro se os sindicatos exigiram a demissão do ministro, mas deviam tê-lo feito.

 

Acreditar que motivos destes (a lista não tem fim) não geraram mais conflitos do que a presença de sindicatos é, no mínimo, revisionismo histórico. É evidente que David Justino achará que os sindicatos da UGT é que são evolucionistas como se viu recentemente no processo da prova de ingresso. E muito sinceramente: numa época de férias e de descanso, com os professores saturados por serem desrespeitados durante anos a fio, não me parece simpática esta postagem do presidente do Conselho Nacional de Educação.

 

A carreira dos professores é vertical, embora há anos a fio sem qualquer progressão. Não será uma carreira perfeita, mas considerá-la recheada de um igualitarismo que contamina todo o sistema é despropositado, desconhecedor e explica o estado de conflitualidade a que chegámos com os professores no meio de uma contenda disputada por quem não põe os pés numa sala de aula e muito menos com trinta alunos. Parece mais uma manobra para dividir em que parece que se especializaram os ministros dos últimos dez anos.

 

 

 

 

 

 

 

sinos e bandeiras

23.12.13

 

 

 

Recebi por email uma informação com piada sobre os suplementos remuneratórios da Administração Pública. No MEC existe um suplemento anual de 1496 euros, sem se apurar o número de pessoas gratificadas, para tocar o sino e colocar bandeiras nas cerimónias solenes. Deve ser algo que o implacável Crato não prescinde para eliminar de vez o facilitismo e dar asas à sua veia de CEO. No final do ano dividem-se os 1496 euros pelo número de cerimónias e já está.