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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

nelson mandela - sempre

05.12.13

 

 

 

 

 



Nelson Mandela é um ser humano de referência e um exemplo para o mundo. Depois de anos a fio em cadeias de alta segurança, um dos seus primeiros gestos de liberdade foi um entender de mão aos líderes dos seus fanáticos opositores: e não esqueçamos, falamos de cruéis inimigos que martirizaram o povo que Mandela defendia.

 

Nelson Mandela faleceu hoje. O Madiba deixou-nos. O seu exemplo perdurará.

 

 

 

 

escolas, crises e resultados

05.12.13

 

 

 

 

Defendo convictamente a escola pública como um valor absoluto da democracia que pode, com tempo, atenuar a desigualdade de oportunidades. É mesmo uma espécie de muro que não ultrapasso e que, ao longo da vida, me desviou de algumas organizações políticas. Não sou, todavia, um defensor acrítico da ideia. Só se defende uma causa destas se acreditarmos na melhoria do seu desempenho organizacional e no seu progresso.

 

Os últimos dias têm andado à volta dos legados a propósito da nossa melhoria nos resultados PISA que, como todos os estudos empíricos nesta área, têm limitações. Não caio no argumentário impreparado que isola a escola do que a rodeia. Há muito que defendo este algoritmo. A sociedade, e o seu índice socioeconómico combinado com a ambição escolar, representa um papel fundamental como se comprova, pela enésima vez, com uma leitura atenta do PISA 2012. Os nossos resultados estão muito ligados aos progressos da nossa sociedade que foram interrompidos nos últimos anos e agravados pela centralidade dos professores no apontar de dedo dos nossos últimos governos. A agenda, que tem mais de uma década, que defende que "tudo está mal na escola pública" mediatizou a crise muito para além do real.

 

A escola vive, por definição, em crise. A mediatização do fenómeno transformou-a em arremesso ideológico. Ainda ontem ouvi um ex-ministro da área ideológica que governa a mudar de agulha de forma que me impressionou. Há uma duas semanas ouvi-o apontar a Suécia com um exemplo da privatização que defende para o sistema escolar. Como o PISA 2012 é inequívoco na demonstração da queda continuada da Suécia, passou a defender os asiáticos que têm 50 alunos por turma. Estes actores, impregnados de basismo ideológico a tocar o fanatismo, ajudam a explicar a prevalência das desigualdades que vai ler a seguir.

 

Ontem, Obama fez um discurso fundamental para se compreender a crise vigente que também afecta Portugal e o seu sistema escolar. 

 

 



Arendt considerava que a crise geral que se vivia no mundo moderno, em meados do século XX, abrangia os variados domínios da vida humana e eclodia nos diversos países, com saliência para Estados Unidos da América.

 

Uma das componentes mais críticas centrava-se na crise periódica da educação, que se tinha transformado num problema político central com repercussões diárias no mundo dos jornais, e sublinhou que “(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.

 

 

Arendt, H. (2006:195).

Entre o passado e o futuro. Oito exercícios sobre o pensamento político.

Lisboa: Relógio D´Água.


a prova dos professores vai de tortuosidade em tortuosidade

05.12.13

 

 

 

 

"O dirigente da FNE, João Dias da Silva, disse ao PÚBLICO esta quinta-feira que o acordo dos sindicatos da UGT com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) “só prejudica verdadeiramente menos de 400 professores”.

 

 

Para além de verem a sua profissionalidade devassada diariamente nos média, os professores ainda têm que suportar a tortuosidade de quem se senta na mesa negocial. É evidente que a responsabilidade primeira vai para os governos, mas os sindicatos contribuem através dos seus elementos que trocam de cadeira ao tom de quem governa e que estão muito afastados das escolas e das salas de aula.

da blogosfera - santana castilho

05.12.13