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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

à volta do pisa 2012

03.12.13

 

 

 

 

O relatório PISA 2012 tem detalhes que interessa sublinhar. É evidente que estes estudos não devem ser tomados como bíblias. Como é habitual, parece-me que um modo significativo de postar sobre o assunto é recorrer a gráficos de fácil legibilidade acompanhados de umas setas e de uns breves comentários.

 

 

 

 

Verifica-se a queda continuada dos EUA e da Suécia nos resultados a matemática, leitura e ciências. Se os segundos são o modelo escolhido pelos adeptos portugueses de "tudo está mal na escola pública", os primeiros estariam muito mais abaixo se apenas se considerassem os estados do tea party tão do agrado dos referidos portugueses que querem deitar mão ao orçamento do Estado para a Educação.

 

 

 

Este gráfico reforça o anterior e integra os países por grupos que interessa considerar.

 

 

Este quadro relaciona os resultados a matemática com o nível socioeconómico dos países. Estes dados permitem concluir que uma sociedade empobrecida e ausente associada a uma escola incompleta em termos curriculares apresenta uma quebra de resultados. Se continuarmos com cortes curriculares, com a manutenção do número elevado de alunos por turma e com o empobrecimento em curso, o PISA 2015 poderá indicar um retrocesso.

 

 

Os alunos portugueses com cerca de 15 anos em 2011 estavam satisfeitos com a escola. Mais do que os suecos e muito mais do que os dos EUA ou da Alemanha. Os países que obtêm os melhores resultados disputam os últimos lugares neste parâmetro. Dá ideia que o meio da tabela numa conjugação das 2 variáveis não é um resultado que se rejeite.

 

 

 

 

Em relação às expectativas dos encarregados de educação sobre a frequência dos ensino profissional ou superior por parte dos seus educandos, os portugueses projectam-se mais, naturalmente, no ensino profissional. O que é interessante observar é que os alemães têm uma expectativa baixa em relação aos dois tipos de ensino, sendo mesmo muito residual em relação ao ensino superior. Não é de estranhar que andem em busca de quadros nos outros países europeus, talvez como consequência do tal ensino dual precoce que o actual MEC queria importar.

 

 

 

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