Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do 1º de dezembro

01.12.13

 

 

 

 

"A homenagem a Eanes é perigosa, uma vez que sobrepõe a ética à política", dizem os comentaristas mainstream. Compreendo o argumento e é verdade que as ditaduras nasceram em momentos de crise moral, digamos assim. Mas é perigosa porquê? Não vivemos em democracia e os cidadãos não são todos inteligentes, iguais perante a lei e com o mesmo direito ao voto e demais deveres? Era o que mais faltava que não se pudesse homenagear um ex-presidente da República.

 

Não partilhei da referida homenagem, mas parece-me que capto o essencial da espécie de grito dos organizadores. É que não chegámos à bancarrota por acaso. Os BPN´s medraram na nossa sociedade. Nas últimas duas décadas não foram muitos os que disseram não às benesses ilimitadas, aos cargos aparelhísticos em comunhão com os "espertos" que viveram "da festa" que nos arruinou e à pequena corrupção que aprisionou as consciências e legitimou a de grande escala.

 

Às vezes dá ideia que a intenção quase consensual de se deixar de comemorar o 1º de Dezembro tem alguma relação com o estado a que chegámos; estamos envergonhados. Lembro-me muitas vezes da afirmação, em 2003, do presidente da associação de municípios de uma região de turismo muito badalada: "os presidentes de câmara desta região são todos corruptos. Só quem der provas de alguma "esperteza" nesse domínio é que consegue o favor dos votos".





se

01.12.13

 

 

 

 

Se, como dizem os especialistas, "a investigação do funcionamento cerebral ainda está na idade da pedra", só por desconhecimento alguém pode hierarquizar o melhor modo de ensinar e, por consequência, como é que cada um aprende.

 

É muito complexa a organização de uma aula.

 

Surpreendem-me sempre os que se arvoram em avaliadores definitivos do desempenho dos professores; mesmo os que os caem no elogio fácil. A avaliação destes profissionais ainda nem à idade da pedra chegou; naturalmente.


É evidente que o uso destas asserções só é considerado corporativo e acomodado por quem desconhece o que foi dito ou nunca pôs os pés como professor numa sala de aula (mais ainda com trinta alunos) e já nem refiro as idades ou as questões de indisciplina numa sociedade que quase desistiu de educar as suas crianças e jovens.