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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mais negativo do que o tempo

26.11.13

 

 

 

Está muito frio, mas os graus que medem as políticas educativas devem estar uns graus abaixo do tempo e ultrapassam, com toda a certeza, a compreensão da termodinâmica ou da física estatística. Foi assim com os titulares, com os avaliadores, com os objectivos individuais, com as greves, com a participação na gestão escolar e por aí fora e é agora com os professores contratados (as históricas cobaias). O conselho para a inscrição na prova muda todas as semanas. 

 

A vida dos professores está há anos no fio da navalha que os divide e humilha. A génese do vexame está na insuportável desconfiança que considera os professores o problema maior do sistema escolar.

 

 

 

 

 

 

 

 

gémeos e afinidades

26.11.13

 

 

 

 

 

Não adianta lançar o argumento da razão antes do tempo, mas não custa avivar as memórias: quem esperava rupturas em domínios essenciais da educação - "no fundamental, domina a preservação do socratismo, a começar pela farsa da hiperburocracia acrescentada do aumento de alunos por turma e dos achamentos curriculares" -, estava justamente indignado com o que se passava e via esperança no bater de asas das primeiras gaivotas.

 

Seria surpreendente se a actual maioria percebesse a transcendência vital - até por questões financeiras que passam pelas reformas antecipadas que pagaremos fortemente daqui a uma década ou nem isso - da escola pública, como também me surpreenderia se o "novo" PS rompesse de vez com a trágica herança. 

 

Qual dos irmãos gémeos chegará primeiro à razão? Isso não sei. Talvez nunca lá cheguem e até admito esse realismo.

 

Prevejo que a sobrevivência da democracia passará pela coragem em assumir o inevitável. Quanto mais difíceis são os tempos, mais se impõem os atributos da mobilização e da cooperação; e a quentíssima primavera de 2014 está já aí.

 


(Já usei parte deste texto noutro post)

repitamos

26.11.13

 

 

 

 

A história não se repetirá exactamente, mas há uma ou outra semelhança entre o que vivemos e o PREC. Desde logo por causa da colectivização em curso, mesmo que de sinal contrário.

 

Há um aspecto que não sei se se repete: na actualidade há cada vez mais pessoas sem qualquer rendimento e que caem no registo "não-há-mais-nada-a-perder" e não me lembro se no PREC a situação era sequer parecida.


Mas houve, nas manifestações mais mediatizadas, uma tónica comum: no PREC tínhamos os MRPP, os AOC, os UDP e por aí fora que eram instrumentalizados, até internacionalmente, e que apareciam para criarem confusão e desmobilizarem as pessoas. É bom observar por onde andam principalmente os primeiros, os tais do MRPP, e isso leva-nos a pensar que haverá uns infiltrados preparados para fazerem o jogo do costume e com treinadores com décadas de experiência.

 

 

 

(Já usei parte deste texto noutro post)