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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

para que não restem dúvidas

16.11.13

 

 

 

 

 

Os números relativos ao terceiro trimestre de 2012 são inequívocos na escolha dos professores como o alvo cimeiro dos despedimentos nas administrações públicas. Os docentes ocupam um lugar destacado.

 

A designação "rescisão de contratos a termos certo" é um eufemismo. Os professores contratados têm anos a fio de serviço docente, alguns com vinte anos consecutivos. Apesar da denúncia das instituições europeias, os governos de Portugal escolheram este grupo profissional para a redução de despesa e mantêm intocáveis as instituições que "suportam" os aparelhos partidários (note-se que considero os partidos essenciais e que me preocupa o descrédito provocado por quem "se governou"; esse facto é denunciado por quem melhor conhece os meandros), aumentam a despesa nos consumos intermédios do Estado e, no caso do sistema escolar, as despesas com entidades privadas financiadas integralmente pelo orçamente do Estado e até com as privadas tout court através do cheque-ensino.

 

 

 

Leu-se que somos um país com graves problemas com a defesa e com os problemas escolares resolvidos. Desculpem a ironia, mas devemos ter um qualquer excedente de formação escolar. Querem ver que os ultraliberais consideram o abandono escolar uma mais valia?

 

 

Leu-se que o emprego na Educação é sazonal. Ou seja, o ano lectivo é assim uma espécie de Allgarve que tem no inverno um pico de cidadãos aposentados em busca de uma réstia de sol ou uma Avenida da Liberdade em época de Natal e inundada por cidadãos dos países emergentes.

 

 

Leu-se que a variação absoluta mais significativa é na Educação o que parece contrariar o carácter sazonal da coisa; ou então, o sazonal passou a ser o nosso destino absoluto. A intenção é reduzir para aumentar salários, e falando a sério, a lógica de trabalho parcial já devia estar há muito implementada e só demonstra a preguiça e a impreparação dos mentores que vão inundando o número de aposentados para, a prazo, exterminarem o Estado Social.

 

 

PS: meti umas setas como sublinhados para salientar o único caminho, o de saída do sistema e do país, para os professores que preenche a mente dos governos, os deste milénio, abençoados pela New Public Management.



vão valendo os tribunais

16.11.13

 

 

 

 

 

Como se contam pelos dedos de uma mão as personagens do arco da governação que defendem sem tibiezas a escola pública, os tribunais são, a exemplo de outras situações, um refúgio democrático que atenua a "ausência" dos referidos partidos políticos.

 

 

É assim com a prova dos professores contratados.

 

 

 

 

Ou com o estatuto do ensino particular e cooperativo, onde a maioria quer instituir a lei da selva na Educação.