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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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Crónicas anunciadas de um país em estado de sítio

12.11.13

 

 

 

O MEC tem verba para o cheque-ensino anunciam os órgãos de comunicação social.

 

Estas decisões chocam e não é apenas pelo facto de existirem cortes a eito na Educação com excepção do financiamento aos privados. É também pela falácia associada a este cheque-ensino que não se vai "destinar aos pobres que querem frequentar as escolas dos ricos". A limitação de vagas encarregar-se-á de impedir essas frequências e os fenómenos de auto-exclusão farão o resto. Este cheque-ensino destina-se a pagar as propinas nos colégios privados que estão a perder alunos com a crise. Para que nada falhe, o cheque-ensino será entregue ao colégio. Esta duplicação dos impostos é uma espécie de favor a lóbis e pode ser considerada como descarada nos tempos que correm.

de desplante em desplante - um MEC em roda livre

12.11.13

 

 

 

 

Sabia-se que não existiam "(...)dados socioeconómicos para as privadas(...)" (onde se incluem as cooperativas financiadas integralmente pelo Estado), mas também se sabia que "(...)A maioria esmagadora das pessoas interpreta os rankings como sendo a manifestação da qualidade de uma escola. Os dez primeiros têm uma publicidade fabulosa.(...)" e que "(...)nesse dia os jornais vendem mais…(...)". Sabia-se tudo isto e muito mais sobre os dados dos rankings. Mas o MEC, que, coitados, são uns ingénuos, disponibilizou os dados "incompletos", deixou que tudo acontecesse e agora vem um dos SE dizer o seguinte: "(...)Os rankings dos estabelecimentos de ensino devem ser analisados apenas “em contextos equivalentes”, defendeu nesta segunda-feira o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, que recusou fazer quaisquer comparações entre os resultados obtidos pelas escolas públicas e privadas.(...)".


Leia-se a opinião do actual presidente do CNE sobre o assunto: "(...)Para David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deve proporcionar "melhor informação e mais detalhada" na divulgação dos rankings de estabelecimentos de ensino: "Tem de haver a publicação desta informação, mas o ministério tem de proporcionar melhor informação, mais detalhada, até para que se possa fazer o cruzamento de variáveis e se possam ter leituras mais complexas" dos resultados obtidos pelas escolas, disse à agência Lusa.(...)".


Qualquer que seja a opinião sobre os rankings, e perante a situação descrita, o mínimo exigível era que se fizessem rankings separados pelo tipo de dados recolhidos. São inúmeros os exemplos sobre o assunto do género do que foi apresentado pelo blogue de rerum natura.

 

"(...)Tome-se uma escola corrente de mais de 700 exames - a Infanta D. Maria, de Coimbra - e compare-se com o colégio S. João de Brito, com cerca de 250 exames. Ganha o colégio. Então, e se só escolhermos os melhores 250 da escola de Coimbra? É que o S. João de Brito matricula quem entende matricular, e a Infanta D. Maria matricula quem se apresenta à porta e vai cabendo…(...)"

 

 

querem ver que também vão achar que estamos na presença de outro complexado não competitivo

12.11.13

 

 

 

 

A lei da selva na Educação está a atingir proporções alarmantes.

 

É esse o caminho que Portugal está condenado a percorrer? Não nos esqueçamos, como diz a notícia, que muito do que vamos ler foi partilhado pela terceira via socialista e que foi imitada por cá.