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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

escolas geridas por privados dão polémica na suécia

11.11.13

 

 

 

 

 

Há algum tempo que se sabe que o modelo sueco fracassou, mas por cá demorou a que a comunicação social pegasse no tema. E mesmo assim é só alguma.

 

Em Portugal assiste-se a uma ofensiva que despreza a escola pública que é da família do que vai ler a seguir.

 

Quem deu um contributo decisivo para que o Hubble nos ilumine, também terá aberto as portas às tragédias várias com a energia nuclear durante algumas guerras. A validade dos instrumentos científicos depende da cabeça que os utiliza. Apesar das distâncias em relação à asserção referida, com os rankings das escolas não é diferente: nas mãos de descomplexados competitivos podem provocar danos "irreparáveis" ou a conservação de taxas de abandono e insucesso escolares que nos envergonham.

 

 

sem dúvida

11.11.13

 

 

 

 

 

 

 

Claro que foi criado o mito da necessidade das reformas estruturais e no caso do sistema escolar não é de agora. Existe há muito (mais de uma década) uma agenda de descrédito da escola pública que nada tem a ver com a redução da despesa. Existiu um desvario financeiro na mudança de milénio aproveitado por muito chico-espertismo; na escola pública também. Mas corrigir excessos é diferente de mudar constantemente e sem bases bem fundamentadas como aconteceu desde 2003 e com os professores como os únicos responsáveis por sei lá o quê.

 

infernal

11.11.13

 

 

 

A patologia da medição está a eliminar a cultura humanista associada ao ensino. Há várias explicações para o fenómeno e podemos evidenciar umas quantas: os decisores macro estão viciados em indicadores quantitativos, perderam a noção de ser humano e alimentam-se de dados que não se comovem com a qualidade das relações; a promoção da desconfiança entre as pessoas é arma principal do inferno da medição.

 

Se foi a corrupção ao estilo americano que nos empurrou para onde estamos, como disse Joseph Stiglitz, também é proveniente do mesmo sítio a paranóia quantitativa e actual que quer controlar as populações em benefício de quem vive em ambiente desregulado.


A estatística pode ser lida assim:


"(...)Em poucos anos, ela consegue essa coisa extraordinária: dar uma identidade colectiva a uma massa de consumidores-prestatários, por natureza pouco inclinada à solidariedade e tão obstinada quanto o pode ser uma barcaça carregada de preconceitos. Ela aparece sempre, portanto, como fragilizada, oscilando entre o securitário e o humanitário, e sempre ameaçada pela implosão ou a desagregação. A elite consensual percebeu bem que esta fragilidade podia, por meio da trucagem do homem médio, transformar-se numa prodigiosa força de coagulação. É esse o segredo da estabilidade da famosa maioria silenciosa: as gerações e os inimigos passam, mas as maiorias silenciosas permanecem, fiéis reservatórios do conservadorismo sempre mobilizáveis por uma causa justa.(...)" Gilles Châtelet (1998:84)



1ª edição em  2 de Setembro de 2012