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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

tudo pode acontecer

26.10.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tenho a sensação que em Portugal, e a nível político, tudo pode acontecer. São já várias as vozes que temem pela democracia. Há um silêncio que alguns explicam pela emigração de 200 mil jovens adultos nos últimos dois anos. É uma explicação. Mas hoje realizaram-se em várias cidades do país manifestações enquadradas pelo "que se lixe a troika". As pessoas estão exaustas, desesperançadas e manifestam uma revolta contida que é resultado de constantes humilhações e insultos. São sinais muito importantes e espera-se que tenham consequências como as que muito politólogos reconheceram em 2011.

 

 

 

 

Tiago Miranda (foto tirada por telemóvel) Manif em frente à Assembleia da República





Daqui.

 

 

Cambalhotas, Conspurcações, Branqueamentos

26.10.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"(...)Nunca compreenderei como é que seis anos de passeio narcísico possam merecer absolvições e indulgências, tantos os casos justiciários mal ou nada explicados para onde o seu nome resvalou. Poucos políticos sem vida profissional própria ostentaram tanto como ele e se pavoneiam tão descaradamente quanto ele, o que, no estrito plano moral, e tendo em conta a miséria para que milhões de portugueses foram atirados, não deixa dúvidas a ninguém. E se o assunto dos assuntos, em 2010, era o PlayBoy então no Governo, convém recordar de que provocatório e obcecado consigo mesmo foi feita a intervenção pública desse actor literal. É profundamente anormal que se investiguem Primeiros-Ministros em casos sucessivos e todos tenham sido arquivados, sendo os arquivadores amigos e devedores de favores do alvo da matéria arquivada: Pinto Monteiro foi o Procurador Geral Restrito e Privativo de Sócrates. Há portanto uma causa directa para que sobre o hoje Manequim Político das Esquerdas terem abundado notícias de pequenos, médios, monstruosos, casos, de forma tão insistente sem qualquer esclarecimento: nunca um Primeiro-Ministro em Portugal foi tão agressivo como o actual Ayatola das Esquerdas, Sócrates. Nada da sua vida intima, do património da sua família, do seu percurso profissional e académico, na forma como exerceu os seus cargos políticos anteriores foi, depois de escrutinado, esclarecido e, depois de esclarecido, justificado. Nada.(...)"





Mas que grande lição (espera-se)!

26.10.13

 

 

 

 

 

Acompanhei a notícia no início com alguma perplexidade misturada com um abanar da cabeça na horizontal, mas perdi-lhe o rasto. Os europeus do centro e de alguma periferia, com estas seis décadas de paz e democracia, convenceram-se que as mudanças nos valores exigem tão pouco tempo. Só se conhece um caminho para paz e para a prosperidade: democracias com aumento paulatino das classes médias. Hoje reencontrei o assunto e não me surpreendi com a notícia do Público. Portugal, enquanto não começa a revolução, entretém-se com a "narrativa" do desaparecimento de uma criança inglesa ou com o sei lá o quê de um ex-ministro da cultura e de os últimos chefes de Governo. É tudo da mesma família do que vai ler a seguir e ficava a tarde toda a elencar contributos lusitanos para o adiar do ponto final no desassossego.