Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

nuno crato opta pela queda livre

25.09.13

 

 

 

As intervenções públicas de Nuno Crato sobre o inglês no primeiro ciclo têm detalhes elucidativos. Quando o ministro refere que a introdução curricular da disciplina no primeiro ciclo exige a alteração das metas nos 2º e 3º ciclos, o argumento demonstra um raciocínio desfasado da realidade escolar.

 

Desde 1993 que a EBI de Santo Onofre proporcionou inglês curricular no 1º ciclo leccionado por professores dos 2º e 3º ciclos incluídos num projecto de articulação curricular.

 

O inglês das 10 turmas do 1º ciclo, em regra 5 de cada fase, foi ao longo dos anos leccionado por vários professores. Um professor em cada ano de escolaridade ou fase e muitas vezes o mesmo professor para as turmas todas. Qualquer que fosse a opção escolhida, jamais se colocou a questão da alteração das metas, objectivos ou conteúdos dos 2º e 3ª ciclos.

 

As variáveis mais difíceis de implementar sempre se centraram na instabilidade na colocação dos professores, na compreensão de um projecto de "ensino completo" por parte dos diversos actores e, principalmente, na impossibilidade de se criarem equipas estáveis de professores no primeiro ciclo (que para além do professor titular da turma, incluíssem professores de inglês, de expressões e de outras áreas que se entendesse proporcionar) para os diversos anos ou fases e que tivessem as turmas em comum.

 

É evidente que tudo se complicará ainda mais com as febres do aumento de alunos por turma e dos horários de professores associadas ao modelo (de mau centralismo) de gestão escolar em curso. Já não estamos só em plano inclinado. A queda livre parece ser a actividade preferida de Nuno Crato.

 

 

 

é uma limpeza

25.09.13

 

 

 

 

 

Há muito que se sabe que o outsourcing contratado pelo Estado também passa por empresas que se dedicam à higienização das instalações. Uma actividade que deveria ser da mais elementar transparência, transformou-se numa indústria de privatização de lucros "encostados ao Estado" e na exploração de pessoas.

 

Os despedimentos de assistentes operacionais nas escolas (e noutros sectores do Estado) relacionam-se também com estes negócios que pretendem incluir assistentes administrativos e, a médio prazo, professores (algumas cooperativas de ensino já iniciaram o percurso).

 

O vídeo que pode ver a seguir, é acompanhado da seguinte frase: "O dono da Conforlimpa, que está em prisão domiciliária por fraude fiscal, já tem uma nova empresa de limpezas para a qual transferiu os antigos clientes."