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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mais vale acordar tarde do que não acordar

19.09.13

 

 

 

 

 

As causas imediatas deste problema estão identificadas: os cortes a eito armazenaram alunos, a contabilidade dos tempos lectivos incluiu, em regra, mais uma turma nos horários dos professores e os docentes sem componente lectiva andam a ocupar tempos noutros ciclos para que se eliminem do sistema os professores contratados.

 

Basta pensar num grupo disciplinar do secundário com 10 professores e 4 tempos curriculares semanais de 45 minutos: uma turma a mais em cada professor elimina dois horários e seis a oito alunos a mais em cada turma eliminam duas a três turmas em cada dez. É empobrecer e desistir. O holandês que chefia o eurogrupo, e que promove estes cortes a eito (e depois o nosso Governo traduz como delapidação da escola pública), é dum país que instituiu a fuga aos impostos sediando as sedes fiscais de inúmeras empresas europeias. Mas quanto a esse saque nem uma palha se move.

 

Uma série de organizações dos encarregados de Educação e dos sindicatos de professores acordaram para a realidade que faz com que os professores do ensino secundário e do 3º ciclo leccionam as AEC´s no 1º ciclo. O problema não é novo e há anos que testemunho a desorientação de uma boa parte dos professores que são colocados nessas circunstâncias.

 

Podíamos ir mais longe e encontrar causas no modelo de gestão escolar inspirado num qualquer marciano. Foi aí que começou o imperativo dos cortes a eito desenhado por quem tem horror às salas de aula e desprezo pela profissionalidade dos professores. É inadmissível que os professores com mais tempo de serviço tenham mais turmas, e ainda por cima com alunos armazenados, e que os seus colegas sejam colocados nesta situação.