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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

até na lógica piramidal

11.08.13

 

 

 

 

 

Numa altura em que os ultraliberais tentam impor uma lógica de exclusão através da generalização do "cheque-ensino" entregue às escolas privadas e não às famílias mesmo carenciadas ou a instituições que impeçam o uso dos financiamentos para outros fins, ficamos a saber, através do destaque do Público de hoje, que as multinacionais estão a deslocalizar os call centers para Portugal porque o nosso país tem melhores infra-estruturas do que no terceiro mundo e disponibiliza jovens bem formados mas miseráveis e desesperados por um qualquer emprego. Custa ler, mas é assim.

 

 

 

 

 

 

Estamos paulatinamente a desistir da democracia. Qualquer pessoa compreende que inclusão e excelência são variáveis com dependência mútua. Não há sistema com bons resultados que não tenha beneficiado de uma base ampla. A lógica piramidal é antiga e quase irrefutável (ponho o quase porque, se não o considerasse, antevia a falsidade da afirmação).

 

O sistema escolar português está a retroceder de uma ponta à outra e o que precisava de correcção esta a tentar ganhar ainda mais espaço: as ruinosas PPP's escolares que já depauperam o ensino superior e que querem repetir a dose no não superior. E pior: pretende-se acentuar esses comprovados desvarios enquanto se aumenta o número de alunos por turma, se reduz a carga lectiva dos alunos e se degrada a gestão das escolas geridas pelo Estado. O ensino superior parece não escapar à mesma lógica dos "interesses".