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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do estado de exaustão

06.08.13

 

 

 

A primeira década do milénio foi arrasadora para a cultura organizacional das escolas. A partir de 2005 o fenómeno tornou-se alucinante. Algumas escolas resistiram, ou tentaram, à avalanche. As mais destemidas foram objecto do pior que tem a nossa sociedade e já são muito poucos os que não se convenceram que os desmandos e os abusos de poder dão sempre maus resultados. A segunda década acentuou a exaustão. Os últimos dois anos pareceram destinados a arrasar o que restava.

 

Escolas exaustas é uma expressão usada por Joaquim Azevedo (2011:119) em "Liberdade e Política Pública de Educação" e em que diz o seguinte:"(...)Mais uma coisa se impõe registar ao fim de quarenta anos de mudanças contínuas e de uma instabilidade permanente, as escolas estão exaustas. A sua inteligência organizacional, que constitui, para cada escola, em cada contexto social concreto, o seu mais precioso capital, é desbaratada sob o efeito de três importantes factores, entre outros:(...)as equipas ministeriais mudam frequentemente as normas, os órgãos, os "programas especiais(...); em consequência deste efeito as escolas não têm tempo para parar, tempo para as tais práticas profissionais e reflexivas (sobre cuja importância falam tantos autores!)(...) tempo para o desenvolvimento de uma cultura profissional e para a celebração de um "espírito de corpo".(...)".



E como se não bastasse o relatado, as primeiras páginas dos jornais continuam a escolher os professores como sei lá o quê. Sobre a prova de acesso à profissão, não seria razoável avaliar primeiro quem formou milhares de professores profissionalizados para o desemprego?