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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

lisboa - cidade do fado e da luz

31.08.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Assisti ontem às 21h30, no cinema S. Jorge em Lisboa, à antestreia do belíssimo documentário (cerca de 45 minutos), "Lisboa - cidade do fado e da luz". As imagens e as histórias de Lisboa foram realizadas por Lourdes Picareta e serão exibidas nos canais 1 da Televisão Alemã e no Francês Arte.

 

O público alvo do documentário ficará com uma vontade irresistível de visitar a capital, tal a beleza das imagens e a mistura dos três tempos das sociedades. O documentário tem como protagonistas José Avillez (cozinheiro), Joana Vasconcelos (escultora), Gisela João (fadista), Filipa Prudêncio (surfista) e José Cabral (blogger). Foi memo com um sorriso babado que assisti à presença da Filipa como protagonista num documentário deste género e fiquei deslumbrado com as imagens das suas surfadas na Ericeira. Disponibilizarei o vídeo logo que seja possível.

 

 

 

 

A apresentação da Filipa pelo blogger do "Alfaiate de Lisboa".

 

 

A realizadora, com os cinco protagonistas, a apresentar o documentário.

 

 

mais um contratempo constitucional

29.08.13

 

 

 

 

 

 

O Tribunal Constitucional chumbou a requalificação da função pública.

 

Faz cerca de três anos que Passos Coelho, apoiado por uns quantos liberais de pacotilha, anunciou a necessidade de rever a constituição. Mais do que o radicalismo ideológico de direita, o que estava em causa para o chefe do Governo e do PSD era um ajustar de contas com o Abril português.

e não tem sido apenas com os dados dos salários

28.08.13

 

 

 

 

 

Os relatórios produzidos com números governamentais têm dados deturpados. Claro que interessa apurar a origem da mentira. Do célebre relatório FMI, o passa culpas está entre o Governo e o próprio FMI. É risível esta troca, uma vez que o Governo orgulhava-se de influenciar o FMI com os seus dados, os seus ministros e os seus inúmeros assessores. Há também alguma oposição aos berros, embora, e nalguns casos, um bocado tardios. Normalmente esperam que o mal esteja quase todo feito para beneficiarem de algum estado de graça se o poder lhes cair no colo.

 

Na Educação passou-se a mesma falsificação de dados e foram denunciados de imediato pelos bloggers. O MEC é vezeiro nestas trapalhadas (para sermos brandos) que têm sempre uma característica com escola nos denominados hipermercados: os confessados enganos são sempre em desfavor dos clientes. Tanto chico-espertismo também enjoa.

 

da blogosfera - as minhas leituras

24.08.13

 

 

 

 

Ser Republicano - de "res publica," pois claro



"O Republicanismo - no sentido original, hoje pervertido, que presidiu à criação do Partido Republicano dos Estados Unidos da América - é uma doutrina política que se define, não pela oposição à monarquia, mas pela defesa e aperfeiçoamento da "coisa pública". Pode haver um Republicanismo monárquico, mas não pode haver, sem fraude, um Republicanismo anti-democrático, nem tampouco um Republicanismo que não reconheça e valorize a existência de uma esfera pública na sociedade; esfera esta distinta, quer da esfera privada, quer da esfera estatal. O Republicanismo não se reconhece, nem nos Mercados Absolutos que sacralizam a posse, nem nos Estados Absolutos que sacralizam o poder. 

Quem conheça a "Coisa" que hoje se faz passar por Partido Republicano nos Estados Unidos da América achará incompreensível que um partido com este nome se tenha batido no século XIX, contra o Partido Democrático, pela abolição da escravatura. Mas esta é uma luta perfeitamente compatível com a idiossincrasia Republicana, que não reconhece valor absoluto à propriedade privada que os esclavagistas invocavam como plataforma moral.

A mesma idiossincrasia é hoje avessa - mais ou menos em consciência e em maior ou menor grau - à mercantilização do trabalho, à quase obrigatoriedade do trabalho assalariado e à servidão daqueles, e somos quase todos, para quem o aluguer de si próprio é condição de sobrevivência. Já aqui o escrevi: o trabalho assalariado, tal como hoje o conhecemos, é demasiadas vezes uma prostituição como qualquer outra. Numa "Polis" funcional, numa República decente, numa Democracia liberal prostitui-se quem quer, mas ninguém deve ser compelido, pela força de outrem ou pela necessidade das circunstâncias, a prostituir-se.

A propriedade privada é, diz-se com razão, condição necessária da liberdade. Mas o mesmo se dirá, por maioria de razão, do rendimento incondicional. Não se trata de abolir o trabalho: trata-se de instituir, de acordo com o mais autêntico espírito Republicano, o trabalho livre."



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