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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dos balanços - partidos do governo não honram a palavra

26.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Encontra a notícia aqui.

 

Como sempre se disse, o cerne da questão remetia para os cortes a eito perpetrados em Junho de 2012. É evidente que a derrota do despedimento em massa de professores do quadro que os ultraliberais desenharam para Setembro de 2013 foi importante, mas curta e efémera; e pelos vistos, pouco sustentada nas famigeradas actas e gravações que ainda por cima foram subscritas por pessoas que já tinham dado provas de inconfiáveis.

 

Podemos considerar que os sindicatos argumentem que foi o possível. Mas foi estrategicamente insuficiente que não se tivesse colocado em cima da mesa negocial os cortes a eito de 2012. Os aumentos no número de alunos por turma e nos horários de professores, a revisão curricular e os mega-agrupamentos acentuam, todos os anos, os estragos brutais.

 

É evidente que é fundamental continuar a combater a mobilidade especial e a eufemística requalificação que até se quer aplicar a professores com mais de trinta anos de serviço e cinquenta e cinco anos de idade. É de loucos, realmente. A luta em defesa da escola pública é longa e contínua e a união recente e histórica dos professores tem que ser uma garantia.

 

Haverá alguém que consiga explicar a diferença entre uma aula de 45 e uma de 50 minutos?

26.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fenprof anuncia uma queixa contra Nuno Crato na Procuradoria-Geral da República por causa do desrespeito pelo lei negocial. Para além das questões referidas na notícia, ficam por esgrimir os cortes a eito verificados no ano passado e que se mantém intocáveis. Se já até o SE Rosalino anuncia que  se pode equacionar a passagem dos horários das administrações públicas novamente para as 35 horas passado o estado de emergência, espera-se que os aumentos no número de alunos por turma e nos horários dos professores regressem a um estado de alguma sanidade. Numa primeira fase, cada escola ou agrupamento poderá adaptar-se aos recursos que tem para paulatinamente recuperar a prevalência do ensino. É bom que se sublinhe que não existe neste regresso aumento de despesa (preferia usar investimento, mas enfim) e que se entenda de uma vez por todas que a mobilidade especial em curso representa uma migalhinha orçamental e um prejuízo relacional incalculável.

 

A contagem ao minuto dos horários dos professores é uma tortuosidade mirabolante só possível na mente de quem não tem sala de aula ou horror a esse espaço. Haverá alguém que consiga explicar a diferença entre uma aula de 45 e uma de 50 minutos?

 

Se numa escola, e Nuno Crato não se cansa de propalar uma qualquer autonomia neste assunto, a opção for por 45 minutos um professor com direito a leccionar 18 tempos lectivos, por exemplo, lecciona 20. Se a escola optar por aulas de 50 minutos lecciona 18 tempos lectivos mas a maioria das disciplinas perdem horas curriculares. Este absurdo, de condicionar, por exemplo, que uma disciplina seja leccionada em 4 tempos lectivos (no caso dos 45) ou 3 (no caso das 50) é uma espécie de chantagem que caracteriza de forma lapidar o estado a que chegaram estas variáveis fundamentais da gestão escolar e que tem apenas uma resultado: a maioria dos professores lecciona mais uma turma, o que para os mentores da coisa é desprezível e sem qualquer relação com a qualidade do ensino.