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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

olhólal

23.07.13

 

 

Desculpem-me o título, mas é de perder a paciência. O MEC lança, a 23 de Julho 2013, o Lançamento do Ano Lectivo para 2013/14 (cortesia do Paulo Guinote). O LAL vem, ao que parece, substituir o OAL que já tinha substituído o LAL. Não temos mesmo remédio. Espera-se, no mínimo, que ponha na letra da lei o que foi acordado com os sindicatos de professores.


(Já passei os olhos, mesmo que na diagonal, pelas 249 páginas; valha-nos não sei o quê para o lançamento de tanto dado que traduz que a desconfiança insuportável entre o MEC e as escolas atingiu um pico; aguardo pelo veredicto de quem esteve na mesa negocial).

97064

23.07.13

 

 

 

 

O MEC indica que ficaram sem colocação 97064 professores profissionalizados. Sabemos que é válido o argumento de que o MEC não tem que empregar todos os professores que concorrem, mas o que é espantoso é que se tenha formado professores em massa para um destino que era há muito conhecido.

 

No actual concurso foram vinculados 3 professores e cerca de 1147 do quadro mudaram de escola ou agrupamento. É também sei lá o quê num concurso que se realiza de 4 em 4 anos. Também se deve sublinhar que, nos últimos 4 anos, por cada 23 professores que se aposentaram só um foi substituído com um total desrespeito pele regra máxima da administração pública que indica a substituição de 1 em cada 3 ou 5 pessoas que se aposentam. Não consigo perceber como é que os arautos das ditas "reformas" na Educação, nos professores, portanto, ainda se alimentam dos cortes a eito. 

 

A acrescentar a este estado de sítio temos a completa confusão que se estabeleceu por causa do que foi aprovado na mesa negocial. Os sindicatos divulgaram conclusões que o despacho do MEC não contempla ficando o sistema escolar mergulhado no salve-se quem puder. O ano lectivo não podia terminar pior, realmente.

muitas vezes

23.07.13

 

 

 

 

"Há ocasiões na história, como na vida, em que faltam as pessoas necessárias e outras em que faltam as condições embora os actores estejam bem preparados. Pirandello criou uma grande metáfora para nos fazer compreender que falta sempre qualquer coisa na realidade, que a vida, a sociedade, são uma grande montagem precedida de ensaios nos quais se vai verificando que tudo está no seu lugar, que ninguém falha a sua função e que as responsabilidades estão asseguradas. Muitas vezes, já redigida a tabela e mobilizados os actores, não se vê em parte nenhuma aquele que devia ter construído a encenação, a inteligência que aproveita a oportunidade, a instância que põe em acção as novas regras do jogo."

 

 

 

Innerarity (2010:253)

O novo espaço público. Lisboa: Teorema