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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mudança de nomes no 1º ciclo

12.07.13

 

 

 

 

As alterações curriculares no primeiro ciclo fazem sorrir qualquer um. O "anti-eduquês" torna-se eficiente quando elimina a má burocracia e o rol de inutilidades informacionais que "impossibilitam" o ensino, mas é inconsequente ou regressivo quando se trata da construção curricular. É, portanto, acutilante na crítica e mais do mesmo ou passadista quando se trata de apontar o caminho.


O desaparecimento das áreas curriculares não disciplinares atingiu também o primeiro ciclo. O estudo acompanhado, por exemplo, foi substituído pelo apoio ao estudo. Diz-se que agora é de frequência obrigatória e que integra o currículo, mas o estudo acompanhado era exactamente assim e na prática também se destinava a apoiar o estudo a duas ou três disciplinas (mais o português e a matemática). Uma das críticas mas usuais ao estudo acompanhado era a sua obrigatoriedade, o que agora se realça na epifania.

 

Outra novidade denomina-se por oferta complementar que inclui uma das eliminadas com a mediatizada supressão das áreas curriculares não disciplinares: a educação para cidadania. É cómico, realmente. Neste grupo de ofertas incluem-se ainda o inglês e as tecnologias da informação que já são ensinadas neste ciclo de ensino há cerca de vinte anos em muitas escolas. E só não o fazem melhor porque todos os anos têm de aturar "reformistas" que ainda por cima despacham tarde e a más horas.

 

 

vou ali já venho... - crónica de leonor tornada

12.07.13

 

 

 

 

 

Recebido por email devidamente identificado e com autorização de publicação.

 

 

 

"Vou ali já venho... 3 

 

As Redes Sociais, Escolas e Hospitais



Crónica de mal dizer - por Leonor Tornada


Falando de Hospitais, nas redes sociais gasparina-se! Por vezes gasparinam-se reflexões maduras outras vezes ódios e rancores a destempo.
Nas varandas do facebook penduram-se lençóis do passado, com cheiro a naftalina.

Também há nobres comentários, por vezes longos e chatos, outras vezes irritantemente angelicais.

O Bandarra de Trancoso lança profecias e sementes de sebastianismo, esquecendo subtilmente alguns factos do passado.
Os cuidados hospitalares e o Termalismo saem dilacerados das conversas, enquanto os refogados se preparam nos gabinetes, cozinhando soluções destemperadas, insonsas, enfeitadas com Inatel. E quando for empratada a caldeirada os pobres águas-mornas vão olhar para a mesa com a satisfação de quem consome farturas e churros na noite de 14 de Maio.
Enquanto isso a comissão dos Juntos vai servindo um queijo curado, já menos amanteigado, um feijão-frade de duas caras com falta de salsa e azeite - até o café nicola traz pouco aroma, e assim esta vida não chega a netos.
Ainda no Face, a Escola Publica é analisada filosoficamente, com juanina teimosia e com masculina prudência. Mas cá fora é tratada com meias tintas e veigamente abandonada.
Ainda assim, contrariadamente, cedem-se espaços onde Santanas (que não os Lopes) põem os pontos nos ii sem papas na língua, chamando os bois, ou melhor, os  palhaços, pelos nomes, enquanto outros desajeitadamente se auto-elogiam e, outros ainda, fazem exercícios de malabarismo, procurando equilíbrios que não sabem ter, apenas para não perder votos. Mas não conseguem deixar de se perder na estacaria da escola privada…
Com os dinheiros públicos como pano de fundo (ou de mesa) as cartas viciadas baralham o jogo da vida,  deixando, por vezes, desamparados os verdadeiros mestres do saber e da pedagogia.
Vou ali já venho…"