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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do mau perder e das obsessões

01.07.13

 

 

 

 

Decidi-me pela SIC para o telejornal da noite da demissão de Vitor Gaspar. Apanhei com o cronista Tavares do Expresso (quase que me arrependi) e com o inefável anti-PPPs-e-demais-biliões-de-corrupção, Gomes Ferreira. Já os conhecia, dos tempos lurditas d´oiro, com um básico registo anti-professores. Não me admirei que tivessem colocado as greves dos professores no epicentro da demissão do dia, embora divergissem na importância da acção executiva do ex-ministro (mais à direita o jornalista do "negócios da semana").

 

Aceitava-se que considerassem como simbólica a acção dos professores na queda e até se esperava que propusessem qualquer coisa como "(...)não faltará muito para Portugal agradecer aos professores por mais esta lição de cidadania. Serão mais 115 mil comendadores com a ordem da Espada à Cinta.(...)". Mas não, claro. Nem o cronista M. S. Tavares que considerou Vitor Gaspar como uma tragédia; enfim.


Gomes Ferreira foi aos números e escandalizou-se com os 150 milhões anuais que custará a greve dos professores. Diz que se terá de contratar mais 3.000 professores a 30 mil euros anuais cada um. Gaguejou um bocado, naturalmente. É que mesmo com 14 salários, o rendimento bruto de cada um andará entre os 18.000 e os 20.000 euros. Mas mais: duvido muito que sejam contratados mais 3000 professores, mas mesmo assim o suposto investimento de cerca de 100 milhões (é bom não esquecer que estes novos contratados só se efectuarão com a reforma de cerca de 6.000 professores com salários mais elevados e isso será redução de despesa, mas enfim), que é despesa para Gomes Ferreira, será uma migalha no meio dos biliões de corrupção, swaps incluídos e agora omitidos, que denuncia todos os negócios da semana. Estranhos, ou nem tanto assim, estes critérios: é mau perder ou obsessão.



do furação professores

01.07.13

 

 

 

 

 

A meteorologia não cabe nas folhas excel e Vitor Gaspar foi "apanhado pelo clima", como se dizia há uns anos. Não resistiu ao "furação professores".

 

No post em que escrevi "(...)Para quem não está nas mesas de negociação entra a troika e o Governo e entre este e os sindicatos de professores(SP), fica uma impressão difusa. Já não se percebe quem da troika está do lado dos SP, quem do Governo está do lado da parte da troika que é contra os do Governo que são do lado dos SP, quem do Governo governa a troika para anular os do Governo que parecem ser do lado dos SP e podíamos estar aqui a noite toda em exercícios associativos que chegaríamos sempre á mesma conclusão: a força da razão dos professores uniu como nunca os SP e desorientou a troika e o Governo. E depois não querem que os professores se achem escolhidos tal a evidência dos factos.(...)".

 

A difusão acentua-se com a figura escolhida para suceder ao ministro demissionário.

 

Humores à parte, o país deve exigir uma explicação a Vitor Gaspar e pode ser no ritmo que ele entender.