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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

e as pessoas, pá?

31.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Será que estes milhares de professores não têm direito a descansar e a recarregar baterias? Não é só a tradicional bagunça organizacional dos finais de ano lectivo acrescentada das PPP´s da rede escolar, são, como sempre se disse, os cortes a eito verificados no verão de 2012.

 

Os aumentos nos horários dos professores e no número de alunos por turma, a revisão curricular e os mega-agrupamentos institucionalizaram um inaudito desrespeito pela profissionalidade dos professores e exigem um qualquer ponto final. O sistema escolar atingiu um rol tal de brutais injustiças, perpetradas na última década, que a coisa já só vai lá com um reset.

 

alguma memória

31.07.13

 

 

 

 

Se o entendimento, entre o Governo e a plataforma de sindicatos, cortou a espinha dorsal da luta dos professores em 2008, o acordo assinado em 2010 colocou a Fenprof numa situação vulnerável em relação às críticas de quem a considerou uma espécie de secretaria de estado dos governos de José Sócrates.

 

Como logo se percebeu, a tradicional FNE faz o papel de SE junto do actual Governo. É a prática sindical que não faz falta à democracia e que contribuiu para nos empurrar para onde estamos.

 

A notícia que anunciou, pela voz da FNEa vinculação de 12.000 professores (foram 3) contratados até final de 2012, pôs água na fervura da contestação aos cortes a eito e foi muito grave. Branqueou o despedimento colectivo de 2012 e não ajudou a que os referidos cortes tivessem estado em cima da mesa nas últimas greves.

pulmões

30.07.13

 

 

 

 

É evidente que existiu o célebre telefonema de um dirigente escolar para o MEC a perguntar o lado onde se colocava o selo branco e serão inúmeras as situações semelhantes que fazem com que os pulmões do poder central se encham de "sabedoria".

 

Mas quando se constrói um modelo de gestão escolar com base na exigência de formação especializada no modo como lidar com a má burocracia ou acreditando que a chave está em pessoas que nada têm a ver com a docência, só podemos concluir: a traquitana do MEC não só não implodiu, como continua a convencer os decisores políticos que a nossa bancarrota não é também causada pelo monstro de má burocracia dos subsistemas estatais, que as exigências desse tipo de especialização são uma panaceia para resolver problemas a que a traquitana é alheia e que até está cansada de aturar. E sentenciarão: escolas, salas de aula e professores são entraves que não se dão bem com as inovações.

o homem da união nacional

29.07.13

 

 

 

 

Passos Coelho, ao contrário do que de forma fundamentada se imagina, sabe o que foi a união nacional. Bem lá no fundo, o homem cruza esse espírito com o modelo "Singapura" associado aos interesses da família BPN; é um gerente com missão de testa de ferro e que reza numa espécia de encoberto saudosismo.

 

Começou por querer mudar a constituição e faz tudo para a "provocar". Acha-se com o dever "anti-Abril".

 

No mesmo dia em que, teimosamente, renovou a sua chefia além da troika através da obsessão anti-funcionários públicos, as contas da saúde evidenciam bem a génese do apelo à união nacional: a entrega do orçamento do Estado (saúde e Educação) aos corruptos das PPP´s.

 

 

 

 

 

trio

29.07.13

 

 

 

Li qualquer coisa mais ou menos assim (não a reencontro, mas tenho ideia que é da autoria de Joseph Stiglitz): antes de escolhermos qualquer dos caminhos que se vão propondo para sairmos donde estamos, devemos perceber três coisas óbvias: a crise é artificial, a austeridade não é a solução e é mesmo o problema e a Alemanha é o obstáculo.

Submarinos-mais-afins versus BPN-mais-afins

27.07.13

 

 

 

 

 

 

Enquanto o país se afoga, a coligação que governa continua a sua contenda interna à volta dos "interesses" e dos fanatismos ideológicos mais ou menos encobertos.

 

O eurobarómetro diz que 88% dos portugueses não confiam no Governo. Os confiantes correspondem à percentagem de votos do partido, o CDS\PP, que manda no Governo.

 

É, realmente, espantoso e traduz bem o estado a que chegámos. O mainstream que passa vida a excluir os 20% mais à esquerda acusando quem nunca governou de, e se tivesse essa oportunidade, levar o país à situação criada pelo arco governativo, tem agora de engolir o partido mais à direita que não se cansa de mostrar a sua incapacidade associada ao mais despudorado tacticismo.

 

Ficou a saber-se que a malta dos submarinos-mais-lezírias-e-afins está a vencer o pessoal do BPN-mais-swaps-e-afins. Até se dão ao luxo de aceitar a troca de BPN's (Franquelim Alves por Machete, por exemplo) enquanto fazem aquelas poses a pensar nas fotos e a gozar com o panorama. Veremos quanto tempo é que o pessoal que está a perder leva a servir a sobremesa mais fria que for capaz. O Púbico retrata bem a situação nas fotos das primeira e segunda páginas.

 

 

 

 

dos balanços - partidos do governo não honram a palavra

26.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Encontra a notícia aqui.

 

Como sempre se disse, o cerne da questão remetia para os cortes a eito perpetrados em Junho de 2012. É evidente que a derrota do despedimento em massa de professores do quadro que os ultraliberais desenharam para Setembro de 2013 foi importante, mas curta e efémera; e pelos vistos, pouco sustentada nas famigeradas actas e gravações que ainda por cima foram subscritas por pessoas que já tinham dado provas de inconfiáveis.

 

Podemos considerar que os sindicatos argumentem que foi o possível. Mas foi estrategicamente insuficiente que não se tivesse colocado em cima da mesa negocial os cortes a eito de 2012. Os aumentos no número de alunos por turma e nos horários de professores, a revisão curricular e os mega-agrupamentos acentuam, todos os anos, os estragos brutais.

 

É evidente que é fundamental continuar a combater a mobilidade especial e a eufemística requalificação que até se quer aplicar a professores com mais de trinta anos de serviço e cinquenta e cinco anos de idade. É de loucos, realmente. A luta em defesa da escola pública é longa e contínua e a união recente e histórica dos professores tem que ser uma garantia.

 

Haverá alguém que consiga explicar a diferença entre uma aula de 45 e uma de 50 minutos?

26.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fenprof anuncia uma queixa contra Nuno Crato na Procuradoria-Geral da República por causa do desrespeito pelo lei negocial. Para além das questões referidas na notícia, ficam por esgrimir os cortes a eito verificados no ano passado e que se mantém intocáveis. Se já até o SE Rosalino anuncia que  se pode equacionar a passagem dos horários das administrações públicas novamente para as 35 horas passado o estado de emergência, espera-se que os aumentos no número de alunos por turma e nos horários dos professores regressem a um estado de alguma sanidade. Numa primeira fase, cada escola ou agrupamento poderá adaptar-se aos recursos que tem para paulatinamente recuperar a prevalência do ensino. É bom que se sublinhe que não existe neste regresso aumento de despesa (preferia usar investimento, mas enfim) e que se entenda de uma vez por todas que a mobilidade especial em curso representa uma migalhinha orçamental e um prejuízo relacional incalculável.

 

A contagem ao minuto dos horários dos professores é uma tortuosidade mirabolante só possível na mente de quem não tem sala de aula ou horror a esse espaço. Haverá alguém que consiga explicar a diferença entre uma aula de 45 e uma de 50 minutos?

 

Se numa escola, e Nuno Crato não se cansa de propalar uma qualquer autonomia neste assunto, a opção for por 45 minutos um professor com direito a leccionar 18 tempos lectivos, por exemplo, lecciona 20. Se a escola optar por aulas de 50 minutos lecciona 18 tempos lectivos mas a maioria das disciplinas perdem horas curriculares. Este absurdo, de condicionar, por exemplo, que uma disciplina seja leccionada em 4 tempos lectivos (no caso dos 45) ou 3 (no caso das 50) é uma espécie de chantagem que caracteriza de forma lapidar o estado a que chegaram estas variáveis fundamentais da gestão escolar e que tem apenas uma resultado: a maioria dos professores lecciona mais uma turma, o que para os mentores da coisa é desprezível e sem qualquer relação com a qualidade do ensino.

 

 

 

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