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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do histórico assobio lateral

27.06.13

 

 

 

 

 

 

 

O ultimo relatório da OCDE, "Education at a Glance, 2013", já começou a silenciar a orquestra do anti-escola e anti-professores. Os indicadores evidenciam o que as nossas históricas taxas de iliteracia e abandono escolar já nos ensinaram: as nossas "elites" destroem, logo que possam, um qualquer esforço no sentido da escolaridade para todos; não aguentam muito tempo tanto desvario financeiro.

 

Os nossos professores já estão no topo das piores condições para preparar o ensino (mais alunos, mais horas de aulas, mais horas na escola para satisfazerem traumas diversos dos que têm horror a escolas e a salas de aula e num país em que o faz de conta fez escola e nos desgraçou) e têm a população discente menos "interessada". Os nossos indicadores de iliteracia voltam a contrariar a tendência interessante das últimas décadas e apenas na massa salarial há uma aproximação à média, mas mesmo assim com inexactidões e irrealidades que explicarei, sem ir muito ao detalhe, a seguir.

 

Mais do que afirmar que no citado relatório se constata que entre 2005 e 2011 a massa salarial dos professores subiu 12%,

 

(cada professor sente o inverso na conta bancária, mas tem de se considerar que a carreira eliminou, e muito bem, os três escalões mais baixos, que se criou um no topo onde não está ninguém e que houve uma fuga brutal de professores que estavam nos escalões remuneratórios mais altos; é evidente que se chega a este número dividindo o investimento bruto pelo número de professores por ano e não se comparam os valores de 2005 com 2011 em que se registou uma quebra acentuada),

 

o que me traz aqui é a data da amostra.

 

Os dados são até 2010 e 2011 e todos sabemos dos cortes a eito que se verificaram a seguir. Quando os relatórios incluírem 2012 e 2013 a tal orquestra terá apenas músicos especialistas num único instrumento: assobio lateral. Alguns até passarão para o novo processo revolucionário em curso e os mentores (Passos, Portas, Barroso, Gaspar, Rosalino, Rodrigues, Sócrates, Constâncio, Cavaco e por aí fora) estarão a coberto de uma qualquer comissão europeia (se ainda existir).