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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

professores menos isolados do que noutras alturas?

13.06.13

 

 

 

 

A escola pública é uma importante conquista da sociedade portuguesa e há muitos que lhe devem a literacia e que são ingratos.

 

Os professores têm o dever de lutar pela escola pública em nome dos alunos, da igualdade de oportunidades e do combate ao abandono escolar. Bem sei que o que acabei de escrever pode ser considerado sei lá o quê e os professores habituaram-se a lidar com esse cinismo.

 

É importante que, e ao contrário de outras alturas, os encarregados de educação ajudem no essencial.

 

 

 

 

 

ainda surpreendidos?

13.06.13

   

 

 

Há ainda quem esteja surpreendido com a epifania de Nuno Crato em relação ao aumento de número de alunos por turma. Nos últimos tempos, quer na defesa das ideias do norte-americano Hanushek quer na entrevista à revista Veja, o ministro Crato parece que surpreendeu uns quantos por querer ainda mais alunos em cada turma. O relatório divulgado hoje pelo FMI para o fecho da 7ª avaliação é claro: o Governo comprometeu-se a aumentar ainda mais os alunos em cada turma e esclarece a origem da tal epifania do ministro. Se a decisão é sua, influenciada por si ou imposta já é pouco relevante.

 

 

do fmi e da prestação de contas

13.06.13

 

 

 

 

Mas não foi este Governo que se exibiu por ter "orientado" o inenarrável relatório FMI que determinava a execução de ainda mais cortes a eito no sistema escolar? Não foi este Governo que se exibiu por estar para além da troika, e do FMI, e por ter dado carta branca a esse incompreendido CEO, qual Steve Jobs de Campolide, que ia transportar o sistema escolar para o mundo moderno das metas e dos achamentos curriculares na rota de Singapura e da Coreia do Sul onde os disciplinados alunos são enquadrados em turmas de cinco dezenas?

 

E estão agora à "estalada" uns como os outros e apontam o dedo ao FMI? O que é feito do Borges, do Moedas, do Barroso, do Meteorologista, do derrubador de modelos-kafkianos e dessa plêiade de financeiros do outro mundo? Tinham tantas certezas e perante a tragédia não prestam contas?

greve do dia 17 - adesão da pró-ordem

13.06.13

 

 


 

 

A Pró-Ordem adere à greve do próximo dia 17

 

 

 

O Conselho Geral da Pró-Ordem reunido no passado dia 1 do corrente, deliberou delegar na Direção uma tomada de posição sobre a greve do próximo dia 17, em função dos resultados das negociações com o MEC.


Por ser uma organização de caráter institucionalista, a Pró-Ordem fez questão de recorrer a todas as vias institucionais (Governo, Presidência da República e Comissão de Educação, Ciência e Cultura da A. R.) na tentativa de sensibilizar os diferentes órgãos de soberania para tudo aquilo que, atualmente, está “sobre a mesa” e, assim, poderem junto do MEC, evitar a concretização da greve geral de professores, em dia de exames.


De facto, o Governo tem vindo a tomar toda uma série de medidas de política educativa que prejudicam enormemente a Escola Pública e a profissão Docente: o aumento do número de alunos por turma, a redução do número de disciplinas e do número de horas letivas dos alunos nas escolas, o fim da redução da componente letiva do Diretor de Turma, o aumento da área territorial dos QZP, a dispensa de milhares de professores (contratados ou enviados para a aposentação com penalização).


A somar a tudo isto, pretende, agora, o Governo aumentar o horário de trabalho para as 40 horas semanais (garante para este ano o não aumento da componente letiva, mas apenas num simples despacho que facilmente pode ser revogado a qualquer momento) e impor o mecanismo da Requalificação/Despedimento também ao Corpo Docente, não respeitando as suas especificidades de Corpo Especial no seio da Administração Pública.

        

Estamos perante um Ministro que tem vindo a romper, uma a uma, todas as garantias de que certas e determinadas medidas não seriam aplicadas à Carreira Docente.


Estamos em presença de um conjunto de medidas nefastas, inaceitáveis e, em alguns aspetos, inconstitucionais.


Sem que o processo negocial tivesse chegado ao final – pois a Pró-Ordem requereu o período de Negociação Suplementar – o Governo, colocando-se mais uma vez à margem da lei, fez aprovar em Conselho de Ministros matérias ainda em negociação sindical.


Ao não aceitar a sugestão do Colégio Arbitral (tomada ontem à tarde) de adiar o exame de Português para o dia 20, é o MEC o responsável por eventuais prejuízos que os alunos possam sofrer. Ao optar pela inflexibilidade e “por um braço de ferro” contra os Professores e as suas associações sindicais somos levados a concluir que é o Governo que “quer” a greve aos exames.


Nestas circunstâncias, somos levados a apelar àquela parte dos associados da Pró-Ordem que estavam reticentes em aderir à greve no dia dos exames – e aos Colegas, em geral – para que, no próximo dia 17, dêem uma prova inequívoca da sua profunda oposição a estas desastrosas decisões políticas que – a não serem sustidas – prejudicam irremediavelmente a qualidade de ensino e a Profissão Docente.


O Professor Nuno Crato que até aqui se referia à greve marcada por «alguns sindicatos» terá que reformular o seu discurso e passar a afirmar «a greve marcada por todos os sindicatos».

 

P.S. – A Pró-Ordem reafirma a sua participação na Manifestação Nacional de Professores no próximo sábado, em Lisboa.

 

Lisboa, 12 de junho de 2013

 

Pela Direção Nacional

 

Filipe do Paulo