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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

estado de sítio (1)

07.06.13

 

 

 

 

 

Os descrentes (para ser brando, claro) nos méritos do serviço público de Educação não mediram a profundidade da devastação provocada na escola pública e na profissionalidade dos professores. A resposta dos mais "fracos" está, como se previa, a extremar-se à medida que o processo avança. A vaga de adesões é de tal ordem que a greve às avaliações já foi prolongada para os dias 18, 19, 20 e 21 de Junho.

 

 

 

 

 

 

Publico um vídeo sobre a situação em Vila Real mas que deverá ser comum ao resto do país.

 

 

 

da soberba e da tortuosidade dos tácticos

07.06.13

 

 

 

 

Quando, em meados de Junho de 2012, Nuno Crato executou os cortes a eito que provocaram um despedimento colectivo de milhares de professores contratados e a humilhação de outros milhares de professores do quadro, as organizações de professores ficaram "desarmadas". O calendário não permitia acções de luta contundentes.

 

O ano lectivo foi decorrendo e o ministro Crato não cessou de dar asas ao seu baralhado quadro conceptual. Foi apoiado pela jocosidade dos seus companheiros de tragédia que não se cansaram de espezinhar (estou a pesar muito bem) a dignidade dos professores portugueses e as inalienáveis conquistas da escola pública.

 

Só que os professores têm uma força surpreendente depois de anos a fio neste registo. E foram respondendo. Que ninguém se iluda. Ninguém mais do que os professores desejaria um sistema escolar esperançado e um período de exames tranquilo e centrado no essencial. Mas não é possível. Se as marcas da soberba e da tortuosidade dos tácticos são profundas, a resposta dos professores indica que continuam com os pés bem assentes na terra e com o olhar nas estrelas.