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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do tal denominador comum (2)

02.06.13

 

 

 

 

 

 

 

Como previ aqui, o tal denominador comum fez vigência no seio dos professores e das suas organizações; nas informais e nas outras. O momento é de tal modo inaudito e grave que não era difícil prever que as formas de luta incidissem em greves nos momentos de avaliação e que tivessem um apoio maioritário.

 

Quando as greves dividem as opiniões públicas e são muito mediatizadas, os grevistas devem manter o sangue frio e agir de forma ainda mais cerebral. Não será fácil fazer um greve polémica num ambiente como o que vivemos, apesar da razão dos professores.

 

Participei numa greve às avaliações na década de oitenta do século passado por causa, salvo erro, do primeiro estatuto da carreira.

 

Nos dias que a antecederam, os delegados sindicais, apoiados nos membros dos conselhos directivos, organizaram o escalonamento das faltas aos conselhos de turma de forma a reduzir a penalização financeira nos do costume. Planearam com toda a discrição para garantirem a liberdade dos que não aderiam e evitarem assim a acusação de uma espécie de "greve forçada". Lembro-me que, após o primeiro dia, a adesão alastrou-se.

 

Desta vez, parece-me que há uma novidade: há quem organize, e bem, uma espécie de fundo financeiro de apoio.

 

Os ímpetos mais impacientes, que são agora ainda mais compreensíveis, devem considerar o efeito descrito na imagem que escolhi.

e de novo os professores

02.06.13

 

 

 

Quando os fanáticos do Estado mínimo se convenciam que os funcionários públicos estavam anestesiados, eis que os professores avançam para uma acção de luta de alto risco. Por muito que Portas e Passos se desdobrem em apelos que visem o ciúme social anti-professor, a força da razão fará o seu caminho.

 

Já foi assim na desgastante luta contra a terceira via socialista offshoriana. Espera-se que, desta vez, os sindicatos não traiam o exemplo de cidadania dos professores portugueses ou que estes não enfraqueçam a sua capacidade negocial. Estes assuntos dizem respeito a todos e já nem os que se reformaram podem olhar apenas para os seus interesses.

 

Como já muitas vezes escrevi, apoio todas as movimentações que me parecem justas e esta é mesmo decisiva.