Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

é, no mínimo, inqualificável

06.05.13

 

 

 

 

 

 

 

Por mais que queiramos ser sensatos e justos e manter algum optimismo, os episódios que se sucedem na vida política nos últimos anos são, no mínimo, inqualificáveis. Isto pode mesmo acabar mal, como não me canso de repetir. Há milhões de pessoas que sofrem com tanto desvario e quando o país mais precisava de elevação política somos permanentemente confrontados com jogos palacianos e insuportáveis exercícios de vaidade.

 

Para além daquele exercício negocial em que as pessoas são usadas como armas de arremesso, há todo o espectáculo que é resumido na imagem que captei (não encontro o site e peço desculpa). Sócrates fala do que sabe, Capucho e Marcelo evidenciam a luta sem tréguas no PSD (e na coligação) e Portas, qual príncipe menor alimentado por PSD e PS, começa a convencer-se que o seu momento chegará e que o vale tudo se justifica (para espanto dos dois estruturantes do voto).

por cá é o inverso

06.05.13

 

 

 

 

 

Enquanto o novo primeiro-ministro italiano diz que se demite se o obrigarem a fazer mais cortes na Educação, em Portugal o primeiro-ministro mentiu em campanha eleitoral com promessas que fez nesse sector (na avaliação de professores era a custo zero) e, por incrível que pareça, o ministro da Educação e ciência está sempre pronto para cortes, chega a argumentar com estudos que só ele conhece no que se refere ao aumento de alunos por turma e corta em disciplinas da área das humanidades e das artes como quem muda de camisa.

 

E nem o factor financeiro serve de argumento para ajustar as mentes dos para além da toika. Se no número de professores já estamos quase em 1973, os outros indicadores aproximam-se vertiginosamente. Tudo isto fundamenta o que sempre se soube: o que demora a construir pode ser destruido num período temporal muito mais curto.

 

 

 

doença grave

06.05.13

 

 

 

 

 

 

 

Começam amanhã os exames do 4º ano e os alunos terão de assinar uma declaração garantido que não têm consigo telemóveis ou outro equipamento de comunicação. O MEC parece que desvaloriza. A notícia já tem três dias e nem me apetecia fazer um post para um assunto tão desmiolado. Mesmo que se volte atrás e qualquer que seja o argumentário, é mais um sinal de uma sociedade que está gravemente doente.

 

O mau centralismo que se evidencia nas sucessivas paranóias à volta dos exames não foi implodido e continua pujante e triunfante.

o material tem sempre razão

06.05.13

 

 

 

 

 

"O material tem sempre razão" é o título deste post de José Pacheco Pereira que apela à desobediência civil. Chegámos a um ponto tal, que o mais longíquo dos pesadelos se pode tornar realidade.

 


"Hoje é um dia em que a politiquice, a pura coreografia política, a ilusão, o dolo, vão atingir limites de insulto a todos os portugueses que estão a empobrecer. Esta dança entre Passos Coelho e Portas (e deliberadamente escrevo antes de Portas falar) é a utilização da comunicação social e de alguns truques demasiado conhecidos para "todos se sairem bem", com o objectivo de nos distrair e enganar. É corrrupção das mentes, tão grave quanto a dos bolsos, é exactamente tudo aquilo que desagrega velozmente uma democracia. Metáforas habilidosas, recursos semânticos de um autor de títulos de soundbyte, frases que pretendem ser virais, desculpas apresentadas como vitórias, imagem, imagem, imagem, vaidade, vaidade, vaidade. E pequenez disfarçada de esperteza.
O combate contra o governo incompetente, arrogante e destruidor que temos, que vive do medo das pessoas de perderem o mais básico da sua vida, vai acabar por ter mais do que uma dimensão política, vai ter uma dimensão de dever, de obrigação, uma dimensão ética. Com este tipo de coerografias dolosas, sem respeito por ninguém, sem sentido de responsabilidade, e muito menos de estado, está-se a abrir o caminho para a desobediência civil. E estou a dizer exactamente o que quero dizer."