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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

denominador comum

05.05.13

 

 

 

 

A saga anti-professor poderá atingir em breve mais um auge. A luta em defesa da escola pública já vai longa e permite que cada um olhe para onde andou e que não se esqueça do olhar dos outros. Serão muito poucos os que olham em frente e de cabeça erguida, mas isso não deve impedir um denominador comum. Sabemos que o liberalismo acentua o individualismo, mas tenho a sensação que os professores continuam a ter mais motivos de união do que de divisão. O número de alunos por turma, a carga curricular, os horários dos professores e a gestão escolar são fortes factores de união que merecem a preocupação de toda a sociedade.

 

escrevi textos fracturantes nos momentos em que acordos e entendimentos eram inaceitáveis e cortavam a coluna vertebral da luta dos professores. Também sobre uma greve, deixei este registo: "(...)O meu modo de ser remete-me para o risco individual e quotidiano. Tem sido assim ao longo da vida e mudarei muito pouco. Por outro lado, não sou dado a momentos de catarse colectiva. Em regra, respeito quem protesta e dou atenção aos motivos.(...)".


Não há instituições imaculadas nem incriticáveis, e ainda bem, e não nos devemos iludir com quem faz jogo duplo. Mas isso é diferente de atirar pedras a torto e a direito e não olhar para os próprios telhados.


A exemplo de 2008 e 2009, a força dos professores foi a força da razão de uns poucos e, repito, não encontro justificações para que assim não volte a ser. Nessa altura, os professores estavam ainda mais isolados. Não podemos é querer 120 mil na rua, em greves a avaliações ou noutra variável que se entenda fundamental (os lurditas d´oiro que não se esqueçam que a senhora legislou serviços mínimos a exames). É que já nem 120 mil professores existem.

 

deplorável

05.05.13

 

 

 

Sou franco: nunca ouvi um comentário de Marques Mendes e nem me lembro do que pensa enquanto político.

 

Ví o vídeo que corre as redes sociais sobre a sua deplorável prestação a propósito do número de alunos e de professores. Como é que é isto possível? É. Tanto é que estamos na bancarrota e quem nos tem governado não está de modo nenhum isento de culpas.

 

Os números que Mendes apresenta são uma descarada manipulação. Dá ideia de um frete numa época de vale tudo. Os números de professores ficam-se por 2010, quando se sabe que em 2013 já são menos 30 mil ou mais. E termina a apresentação de gráficos de uma forma que julguei impossível: compara o número de alunos do 1º ciclo com os professores dos ciclos todos.