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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

andámos a viver acima das nossas posses?

02.05.13

 

 

 

É verdade. 

 

É verdade que temos mesmo razões para dizermos que andámos a viver acima das nossas posses?

 

É verdade.

 

É verdade que sustentámos anos a fio uma oligarquia de benesses ilimitadas e que fizemos de conta que não era connosco?

 

É verdade.

 

É verdade que fomos enganados, e em muitos casos fomos complacentes, por uma vaga de corrupção que estava muito acima do que podíamos pagar?

 

É verdade.

 

É verdade que todos os povos pagam os seus corruptos mas que nós fomos muito para além do que podíamos?

 

É verdade.

 

E também é verdade, e é ainda mais grave, é que continuamos a viver nesse regime que está muito para além das nossas posses.

 

Como bem diz Paulo Morais, a crise foi provocada pela corrupção e não pelos excessos da maioria dos portugueses. "(...)Paulo Morais destacou o peso do caso BPN e das Parcerias Público-Privadas (PPP), entre outros, na dívida pública e lembrou que 68% da dívida privada é resultante da especulação imobiliária, salientando que só cerca de 15% da divida privada se pode atribuir aos alegados excessos dos portugueses(...)".

 

E quais são as principais medidas que o Governo se prepara para anunciar?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

as maravilhas da impulsão

02.05.13

 

 

 

 

 

 

Sabia que há estudos que dizem que a ideia de dinheiro impulsiona o individualismo? E que recordar às pessoas a sua mortalidade aumenta o apelo a ideias autoritárias? E que o local onde votamos pode influenciar a nossa escolha?

 

E estamos condenados a esta manipulação (voluntária ou não)?

 

O Capítulo "A máquina associativa" da Parte I da obra de Daniel Kahneman (2011:78), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa, tem um tópico, "As maravilhas da impulsão", muito interessante (a obra é toda excelente, claro) com pistas sobre o assunto. E tem mais exemplos que nos deixam a pensar devagar.


Mais do que escrever sobre "as maravilhas da impulsão", decidi fazer umas quatro fotos com algumas passagens do tópico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A não-corporação dos professores

02.05.13

 

 

 

 

"A não-corporação dos professores" é o título de uma acertada crónica do Paulo Guinote no Público. Deve ser lida na totalidade, se me permitem, mas destaco o último parágrafo onde podemos incluir também aqueles professores que, estando nas escolas ou muitas vezes no MEC e afins, não têm sala de aula. Em regra, quanto mais incompetentes mais se acentua a sua prosápia anti-professor e, nalguns casos, até se armam em déspotas (os assustados são sempre assim).

 

 

"(...)É falso que só é professor quem não consegue fazer outra coisa. Mas é verdade que há quem logo que consiga ser algo diverso se esqueça que foi professor. E se torne um dos seus principais inimigos. Quantas vezes de forma bem explícita e provocatória. E é nesses momentos que me apetece defender, sem embaraço, a necessidade de um assumido e eficaz corporativismo docente."