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Correntes

em busca do pensamento livre

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em busca do pensamento livre

processo a uma jornalista (2)

29.04.13

 

 

 

 

A jornalista Ana Leal, coordenadora da célebre reportagem TVI sobre a cooperativa de ensino GPSfoi suspensa e está impedida de entrar nas instalações do canal de televisão por causa doutra reportagem.

 

Assinei uma justa petição pela efectiva liberdade de imprensa. Bem sei que as petições têm sido inúmeras, mas se ler o texto e consultar as ligações sugeridas verá que é um assunto importante.

 

 

Pode subscrever a petição aqui.

já nem roberto carneiro

29.04.13

 

 

 

 

 

 

Até Roberto Carneiro reprova a ideia de mais cortes no sistema escolar e vai ao ponto de tocar em variáveis que aumentam o abandono escolar e diminuem a qualidade do ensino.

 

O aumento do número de alunos por turma e a revisão curricular envergonham um país que nada faz para proteger os progressos civilizacionais das últimas décadas. Estamos mesmo à deriva. Mesmo no que se refere ao ensino dual, e recorde-se que a ideia de ensino profissional é muita cara a Roberto Carneiro, o ex-ministro é taxativo:

 

"(...)Sobre o ensino dual, frisou – à semelhança de outros especialistas – que Portugal não tem a cultura nem o tecido empresarial da Alemanha ou da Suíça, em que as empresas “participam fortemente” neste sistema de via profissional. Em Portugal, referiu, “não é fácil por as empresas a participar, a pagar”. “Normalmente querem receber dinheiro para receber alunos do ensino dual”, disse, sublinhando: “O nosso tecido empresarial é sobretudo de mini e microempresas. Estão com a corda na garganta”.(...)"

 

Já todos percebemos que a corrupção é o grande problema do Estado. Não adianta escamotear mais a verdade e é fundamental que nos convençamos que está em causa o regime democrático.

 

O ex-ministro da Educação Roberto Carneiro diz ser impossível fazer mais cortes na Educação sem provocar “feridas profundas” no sistema e considera que chamar as famílias a comparticipar diretamente o ensino obrigatório abriria mais uma guerra constitucional.(...)

Mas à questão se ainda há pessoal dispensável nas escolas, responde que não: “Já foi feita uma tal razia nos últimos anos!”.

Entre aposentações e contratados a prazo terão saído do sistema cerca de 30 mil professores, estima, recordando que as turmas já passaram para 29/30 alunos por professor.(...)

Roberto Carneiro defende que o país precisa de investir na Educação, até porque, apesar dos progressos alcançados nos últimos anos, continua a ter uma das mais baixas taxas de escolarização de toda a Europa.

“É preciso levar os miúdos até ao secundário e bem. Não vejo grandes possibilidades de cortar aí sem provocar profundas feridas e lesões no sistema”, declarou.(...)"

 

a solução dos 1%

29.04.13

 

 

 

 

O blogue "A estante" publicou uma tradução de um post de Paul Krugman (The New York Times) de 25 de Abril de 2013.

 

"Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas.(...)"

da blogosfera - as minhas leituras

29.04.13

 

 

 

Porque não voto PS

 

 

Encontrei este texto do José Luiz Sarmento no facebook. Respondeu assim a um comentário: "Obrigado, Paulo. Precisamente pelo respeito que tenho pelo PS é que me senti no dever de fazer esta declaração de voto."


"Há personalidades do PS, ou a ele ligadas, pelas quais sinto a maior e mais sincera admiração. Gente honesta, lutadora, culta, com fome e sede de justiça e consciente de que o actual regime político, em Portugal e na Europa, releva da barbárie e não pode conduzir senão a mais barbárie.

O meu problema com o PS é que isto não basta. A história do PS institucional é uma história de coligações à direita e de aceitação acrítica do debate nos termos que a direita define. O PS institucional parece mais preocupado com a liberdade dos mercados do que com a escravidão das pessoas. É um partido de blairs e schröders que soa mais sincero quando defende a austeridade do que quando a denuncia. Enquanto o Partido Comunista, para bem ou para mal, nunca renegou Marx, o PS renegou John Maynard Keynes - cuja visão da Economia é ainda hoje o "estado da arte", apesar (ou precisamente por causa) da fraude intelectual que o neoliberalismo perpetrou, por encomenda, contra ela.(...)"