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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

esta malta dos casinos anda a gozar?

22.04.13

 

 

 

 

 

Quem ouvia os governantes em curso a zurzirem no despesismo laboral das empresas públicas de transportes até pensaria que estávamos na presença de imaculados que jamais teriam participado na gestão que condenavam com veemência. Aliás, a culpa era do sindicalismo radical.

 

O que agora se vai sabendo, é que o lançamento de avultados milhares de milhões de euros dessas empresas no casino da finança ocidental, foi também obra de radicais que participaram, e participam, no actual Governo. Basta ler aqui ou aqui para se conhecer que a presença nessa gestão empresarial desastrosa tem mais de uma década.

 

E o que é que acontece? Trocam-se umas cadeiras e tenta-se a mudança de agulha das políticas. É inadmissível, realmente.

 

 

 

 

a reorganização neoliberal das escolas

22.04.13

 

 

 

 

 

Subscrevo integralmente e com gosto o texto do João Ruivo. É um assunto que tenho abordado com frequência. Se me permitem, desde que iniciei este blogue, em 25 de Abril de 2004, que faço este tipo de análise que é um tema central dos meus escritos sobre política educativa. É bom que se sublinhe: quem governou o MEC neste milénio, mas propriamente desde 2003, mergulhou neste modelo neoliberal das escolas.

 

 

A reorganização neoliberal das escolas

 

"A reorganização neoliberal da escola, em que os alunos são vistos como "clientes", os professores como "colaboradores", a aprendizagem como um "produto", o sucesso académico como um indicador de "qualidade total", o planeamento pedagógico como "acção de empreendedorismo", a gestão escolar como "direcção corporativa" e os pais e a comunidade como "stakeholders", e o investimento como um "custo orçamental", esta reorganização, dizíamos, tem destruído uma boa (e talvez a melhor) parte do edifício da escola pública, enquanto escola democrática, inclusiva e meritocrática.

O pretenso ideal de fazer funcionar uma escola sem professores reflexivos, activos e motivados, sem custos e sem autonomia, foi experimentada por todos os sistemas mais ou menos autocráticos, mais ou menos ditatoriais. Os resultados também estiveram sempre à vista: no Portugal do início da década de setenta do século passado, quase metade da população era analfabeta e apenas sete em cada cem estudantes que terminavam o secundário continuavam estudos na universidade.(...)"

vaga de fundo

22.04.13

 

 

 

 

Vaga de fundo


Por Fátima Inácio Gomes.


"Não foi preciso muito tempo para que o Governo, através do Ministério da Educação e Ciência, viesse ratificar a minha última crónica. Não o digo com soberba, antes com profunda tristeza. E raiva.E se a raiva não é um sentimento elevado, não deixa de ser o único à altura destes tempos. Quem, considerando-se cidadão empenhado, comprometido com o crescimento do seu país, não a sentirá? E não estou a referir-me exclusivamente, aos professores, as vítimas primeiras desta política aniquiladora de futuros. Falo de todos os cidadãos deste país, que pagam impostos, e não são poucos, para garantir o que há de mais essencial numa sociedade democrática: justiça, saúde, educação, trabalho. Para todos.(...)"

uns tipos com muita lata

22.04.13

 

 

 

 

 

 

Se alguém lhes dizia que os países não são laboratórios ou que os modelos tecnocráticos carecem de experimentação, era acusado de esquerdista, despesista e irresponsável. Estes fundamentalistas do Estado mínimo espalham-se desta forma, criam milhões de desempregados e outras coisas ainda mais graves, e aparecem a dizer que afinal a austeridade atingiu os seus limites e que a culpa é dos conselheiros tecnocráticos.


A justificação até me recorda o monstro da avaliação de professores. Esta malta é da mesma família ideológica. Também existiam uns sobredotados que criaram o modelo e que quando eram confrontados com a sua aplicação respondiam com um ar superior: isso é com as escolas.