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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

estamos quase em 1973 (2)

20.04.13

 

 

 

 

 

 

Não sabemos o número exacto de professores e temos de encarar o fenómeno como natural numa nação com tantos habitantes. São até raras as instituições que contam só os que existem e nem a comissão nacional de eleições escapa à brutal dificuldade. Talvez isso justifique o recente apelo para a emigração: será mais fácil, finalmente, contar e poupar-se-á nas ajudas de custo dos que andam de contadómetro em punho.

 

É evidente que quando escrevo que o número de professores já vai quase em 1973, tenho consciência que o valor está ainda em 1976 mas também me sinto no direito de ajeitar os escritos e estimular a curiosidade de quem me lê. É diferente escrever 1973 ou 1976 e não apenas porque 3 é metade de 6: aliás, nunca um 3 rejeitou tanto a companhia dum 6.

 

Nuno Crato, a pessoa que deve ter os números melhores, diz que temos cerca de 105 mil professores no quadro e aproximadamente 10 mil com contrato.

 

Se em 2005 tínhamos perto (vou ao baú buscar substantivos e advérbios que socorram a nossa desculpável inexactidão para não tornar a escrita redundante antes de cada número e para que o leitor se aguente) de 190 mil professores, em 2013 estamos à beira (ufa!!!) de 115 mil. Podemos até considerar que os supostos 190 mil de 2005 incluíam os disfarçados de privado (nada é exacto, claro). Mas se estes eram mais ou menos 23 mil em 2011, seriam menos em 2005 porque as PPP´s escolares explodiram desde aí e contaminaram a "narrativa" implosiva em curso.

 

A comprovada trapalhada das (grandes) vagas conhecida ontem, tem uma explicação pré-eleitoral a pensar no ano 2013+1 que confirma a tal obsessão pelo 3. Para atenuar a tempestade, antecipou-se um calendário escolar com umas inéditas 3 semanas de férias no Natal que são antecedidas e precedidas por longos períodos escolares de 3 meses. Como o ano escolar tem 3 períodos, o trimestre do ano escolar será implodido em 30 dias como preparação para os 3 exames essenciais.

 

Conclui-se que já se desespera por um novo 6.

trapalhada das grandes

20.04.13

 

 

 

Pelo que vou percebendo, este Diário da República que anuncia a eliminação de perto de 12 mil lugares nos quadros de professores do ensino não superior é uma trapalhada das grandes a juntar a outras neste milénio. Mas desta vez é mais grave, já que dá corpo a um conjunto trágico de políticas educativas.

 

Não vou elencar alguns dos erros, e outras coisas mais com uso do excelversãochico-esperto, que levam a estes apuramentos por falta de paciência. Há sempre uma saída: a demissão dos implodidos.

 

Até já há quem fale em mentiras.