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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

há quem fale numa espécie de cruzada

16.04.13

 

 

 

 

 

 

Nuno Crato anuncia de surpresa um novo programa de matemática para o ensino básico que indigna os docentes. Dá ideia que vem na linha dos achamentos curriculares que quase eliminaram o ensino das Artes e que desequilibraram a organização curricular num género de back to basics.

 

 

Anúncio de novo programa de Matemática no Ensino Basico indigna docentes

 

"A notícia foi recebida com enorme surpresa. Professores de matemática falam em "enorme vergonha"(...)".

do aumento do abandono escolar

16.04.13

 

 

 

 

 

Apaguei inadvertidamente um comentário nest post assinado por Figueiredo que protestou para o email. Prometi voltar ao assunto. O erro é aceitável: ia apagar um comentário de publicidade oriunda da China e eliminei o anterior de forma irreversível.

 

O comentador discordava da associação entre os agrupamentos de escolas e o abandono escolar no seguinte parágrafo: "(...)Temos muito mais a fazer, mas com a carga curricular desenhada nos achamentos do actual ministro, com menos condições para a profissionalidade dos professores, com mais alunos por turma e com um modelo de gestão escolar que dificulta o apoio aos alunos com mais dificuldades e que lança menos condições organizacionais, os resultados piorarão e corre-se o risco de se perderem os avanços das últimas décadas. E tudo se agravará com uma sociedade mais pobre.(...)".


É simples.

 

A abrupta redução de professores deve-se mais à revisão curricular, ao aumento da componente lectiva dos professores e ao aumento do número de alunos por turma. A variável mega-agrupamentos também contribui, mas menos significativamente.

 

A relação de proximidade entre os membros da gestão das escolas e os alunos em risco de abandono ou insucesso escolares é decisiva e fica comprometida neste modelo, por muito boas vontades que existam. Os professores que leccionam as turmas, e mesmo os directores de turma, não têm condições para esse apoio.

 

Só quem não anda pelas escolas é que desconhece esta realidade num país com quase três milhões de pessoas no limiar da pobreza. Por outro lado, o modelo em curso também desenha serviços administrativos apenas na escola sede o que vem acentuar as dificuldades na relação entre as escolas e as famílias mais pobres e na detecção de pequenos detalhes que são muitas vezes decisivos.

 

o euro em queda

16.04.13

 

 

 

O prós e contras de ontem foi favorável aos defensores da saída do euro que apresentaram um argumentário sensato e despido de sensacionalismos ou de temores infundados. Reconheceram os riscos da decisão, mas fundamentaram com precisão as vantagens em relação à continuidade na moeda única debaixo do poder vigente. Percebe-se que alguma coisa terá de mudar na Europa. Se dentro de um ano não existirem alterações políticas significativas, países como Portugal devem organizar a saída do euro o que não significa o abandono da União Europeia. 

 

Dá ideia que o discurso que vai prevalecendo está recheado de fantasmas que atemorizam as pessoas. Seja a globalização, a austeridade ou a inevitabilidade da superioridade alemã e até o próprio euro ou a ideia de que há europeus de diversas categorias na vocação profissional são usados para defender uma espécie de universo fechado e sem saída.

 

Os resultados começam a ser desfavoráveis à moeda única, apesar da crise de 2008 ou da habilidade dos norte-americanos que parece ter feito escola no Centro e Norte da Europa.

 

Há, para já, uma avanço considerável: as pessoas estão a perder o medo de ter medo.