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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

é demais

15.04.13

 

 

 

 

A Holanda é um dos países que mais acompanha o actual poder alemão na "correcção dos desvairados" da Europa do Sul e até teve direito à presidência do Eurogrupo. Hoje soube-se que o ministro das finanças holandês, o referido presidente, declarou um mestrado falso.

 

Dizia-se que o fascínio pelos títulos era uma "doença" portuguesa e que os nossos parceiros europeus eram mais desprendidos e evoluídos. Mas os últimos tempos têm contrariado a ideia de que há europeus mais alvos no centro e no norte e sucedem-se plágios, falsas habilitações e casos de corrupção. A demissão do presidente alemão e o plágio no doutoramento da ministra alemã da Educação foram alguns sinais que abalaram as convicções dos que apontavam a eito os PIIGS até como forma de concretizarem a austeridade em curso.


É demais, realmente. Uma pessoa não é mais competente politicamente por causa das suas habilitações académicas. Sabemos isso. Ainda ontem li algures que Vitor Gaspar não é competente porque tem habilitações passadas por uma universidade privada. Não concordo. O que é grave é o plágio, as declarações falsas e a utilização dos cursos para troca de favores (com ou sem equivalências por desempenhos profissionais). E mais grave ainda é termos políticos a imporem o sofrimento a milhões de pessoas com base numa suposta superioridade moral e no fanatismo ideológico; e noutras coisas mais, como é evidente.

mais uma cratera do centrão e dos seus satélites

15.04.13

 

 

 

Aprendemos a poupar, sabemos que para termos umas coisas temos de prescindir doutras e por aí fora. A maioria das famílias portuguesas conhece essa realidade.


O problema actual é diferente. As classes média e baixa vão sendo depauperadas financeiramente e se se perguntar a alguém se confia na transparência dos cortes serão muito poucos os que dizem que sim. Talvez uns quantos veneradores da alta corrupção confiem na bondade da austeridade em curso, vá lá saber-se porquê, mas a explicação deve ficar para os psicanalistas.


As notícias como a que vai ler a seguir até podem envolver um qualquer maquiavelismo com a intenção de minar os alicerces do Estado de direito.

 

Contudo, vai-se evidenciando o que há muito se sabia: a desregulação ultraliberal actuou em diversas frentes e o arco do poder parece estar completamente contaminado pela tragédia.

 

 

Finanças investigam financiamentos de alto risco nas empresas públicas


"(...)Está em curso auditoria às entidades que fizeram contratos de cobertura de risco de empréstimos, acumulando perdas potenciais de três mil milhões de euros.(...)".