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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mas aqui não

08.04.13

 

 

 

 

 

As hostes governativas, ancoradas no para além da troika e no radicalismo do Estado mínimo, devem, em nome do equilíbrio e da sensatez, dar um intervalo à ganância, reconhecer o falhanço para onde arrastaram o país e regressarem à oposição. A comissão europeia e o presidente da República estão comprometidos com o desaire, em Portugal e na Europa, e devem dar lugar, logo que possível, ao outro lado da equação.

 

E se nada disso acontecer e se este radicalismo ideológico, que não foi sufragado nem sequer no memorando da troika, mantiver o caminho desequilibrado que liberta de sacrifícios a sacrossanta banca e as rendas monopolistas?

 

A imaginação não me apresenta uma revolução no sentido clássico - sei que a realidade me pode surpreender - pois parecem-me outros tempos. 

 

Podíamos começar por um impedimento ao presidente da República por manifesta incapacidade, mas não sei, nem vou ver, se está previsto na Constituição. Sei que o presidente pode fazê-lo ao primeiro-ministro, mas não sei se terá condições para se autoflagelar.

 

Olho para Europa desde que começou a crise e vejo de tudo. Países resgatados, países sem resgate, eleições no fim das legislaturas, eleições a meio das legislaturas, presidentes demitidos até por plágio académico, países meses a fio sem Governo e por aí fora. Por isso me espantam as vozes que nos dizem que por aqui não, não pode haver eleições outra vez. Parecem-me argumentos de quem tem pressa para terminar um qualquer saque.

 

Publiquei durante a tarde o não à austeridade de Paul Krugman. Agora é Joseph Stiglitz quem volta a alertar que a austeridade agrava a situação.

 

Confirma-se o domínio da União Europeia pelas forças financeiras ficando a certeza que o único "resgate" que falta, o da própria comissão europeia e quiçá do Governo alemão (se os alemães podem alvitar sobre a nossa democracia, nós também temos o direito de o fazer sobre a deles), terá de ser testado o mais breve possível. Por cá deve ser feito o possível e o mais sensato será colocar quem governa na oposição na primeira oportunidade.

o não de krugman

08.04.13

 

 

 

 

 

Paul Krugman, que é contra o programa em curso na Europa, aconselha Portugal a dizer não a mais austeridade e escreverá, mais logo, sobre "a próxima fase da crise europeia".

 

Para não variar, os poderes europeus tentam que prevaleçam as suas correntes ideológicas e os seus interesses financeiros (mais ou menos desregulados) e  voltam a ameaçar o protectorado português onde têm dois gerentes obstinados: Coelho & Gaspar.