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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

uma das 10 medidas

07.04.13

 

 

 

Passos Coelho pede contributos objectivos que atenuem a decisão do tribunal constitucional. Como a Educação vai entrar no lugar cimeiro dos sacrifícios (desde 2006 que é assim), avanço de imediato com uma proposta objectiva, exequível e que, por raciocínio indutivo, resultará numa poupança estrutural e conjuntural de milhões de euros.

 

Nas Caldas da Rainha, onde resido, existem escolas do Estado sublotadas, com dezenas de salas de aula vazias e com professores com horários zero. Foram edificadas escolas de cooperativas de ensino, algumas dentro do perímetro urbano, a quem o Estado paga 85.000 euros por turma. Cada conjunto de 10 turmas que se transfira para as escolas do Estado significa uma poupança de 1 milhão de euros e os professores das cooperativas de ensino, que não têm qualquer responsabilidade na brutal injustiça criada, poderão concorrer aos concursos públicos que a transferência de turmas obrigará.

 

Imagine-se a poupança gerada com a generalização desta exequível medida, que deverá ser aplicada antes da introdução de propinas no ensino não superior ou de recurso ao aumento da área dos quadros de zona pedagógica e da mobilidade especial para os professores.

 

das subidas

07.04.13

 

 

 

 

A crónica de ontem, na impressa do Público, de J. Pacheco Pereira é uma página que anda à volta do programa "Impulso jovem" e de Miguel Relvas.

 

Para o cronista, o ultimo acto púbico do ex-ministro é "(...)um retrato ao mesmo tempo ridículo e preocupante do estado actual da governação. O impulso jovem é um típico programa "jota", e tudo o que envolva a política para a juventude é sempre, nos governos PS e PSD, entregue aos caciques(...)".


O embaixador que Relvas escolheu no youtube é um exemplo de uma classificação que J. Pacheco Pereira inventou: descomplexado competitivo.


Este não é um problema novo, nem terminou com Miguel Relvas. Dá ideia que os ambientes "jotas" nos grandes partidos são terreno fértil para os populismos que acabam sempre por correr mal e que vão arrastando o país para o estado que se vai vendo.

 

Percebo a relevância que o cronista dá ao assunto, pois anda por estes domínios a causa maior que pode provocar o fim desta República, ou seja, com o euro, com estes partidos políticos e com esta constituição. Se a dívida pública continuar a aumentar e as rendas se mantiverem intocáveis (os orientais sabem bem onde e com quem investir, principalmente os de partido único) por obra das redes partidárias (os tais aparelhos), não haverá solução que não passe pelo fim da III República.

 

O cronista termina assim e dum modo que não nos cansamos de observar:

 

 

mudar de inimigo

07.04.13

 

 

 

 

 

Mudar de inimigo

 

 

"Enquanto se discutia a moção de censura do PS ao Governo, a banca portuguesa perdia em bolsa quase 2 mil milhões de euros (bem mais do que o valor dos artigos do OE anulados pelo Tribunal Constitucional). Contudo a responsabilidade por essas perdas brutais não tem relação nem com a instabilidade política nem com o comportamento da banca, que, apesar dos erros e dificuldades, tem equilibrado, talvez até demasiado depressa, a relação entre depósitos e créditos. A causa reside no pânico provocado pela decisão do diretório em relação a Chipre, que lançou para os mercados a mensagem de que os grandes investidores não têm o seu dinheiro seguro nos bancos de países como Espanha, Itália ou Portugal. A impunidade do presidente do Eurogrupo fez inclusive os mercados começarem a desconfiar da autenticidade do BCE em "fazer tudo o que seja necessário" para salvar o euro. A confusão das últimas horas entre Belém e São Bento, incluindo os ataques inusitados do Governo ao TC revelam que há muito Portugal deixou de ter Governo. Um verdadeiro Governo coloca a salvação pública em primeiro lugar, e não troca os amigos pelos inimigos.

Se Portugal quiser ser um país viável, dentro da Zona Euro (ZE), cumprindo as suas obrigações internacionais para com os credores, então é preciso renegociar não só o resgate, mas as iníquas regras do jogo dentro da ZE. Ao fazê-lo, Portugal falará em nome do interesse europeu, e não apenas por si próprio. A pusilanimidade falhou. Chegou a hora de tentar, serenamente, a coragem."

a crise começou com a salvação da alemanha

07.04.13

 

 

 

É sempre importante ouvir uma voz que se espera algo distanciada a discorrer sobre a crise que nos atormenta. Richard Koo Nomura faz uma análise muito curiosa sobre os problemas de competitividade dos países do sul da Europa.


”A Crise europeia começou com um gigantesco resgate da Alemanha pelo BCE”, diz Richard Koo Nomura, economista Taiwanês e norte-americano, residente no Japão, especializado em balanços de recessões. O economista-chefe do Nomura Research Institute, braço de pesquisa da Nomura Securities, em Tóquio, olha de um outro modo para o chamado “problema de competitividade”  dos países do sul da Europa nesta muito interessante análise.

Ao invés de um problema inerente a esses países, Koo diz que o que aconteceu é que após o colapso da bolha tecnológica de 2000 (que afectou muito a Alemanha) o BCE utilizou uma política monetária excepcionalmente solta para estimular a economia, de modo a que a Alemanha não tivesse de reavivar a sua economia através da política fiscal.

Embora essa politica monetária não tenha feito muito internamente pela Alemanha (em recessão), ajudou a resolver as bolhas na periferia, que passou a ter uma maior facilidade de investimento, ajudando ao boom das exportações alemãs e colocando os países periféricos  em dívida.(...)"