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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

é sempre assim e até em Singapura

04.04.13

 

 

 

 

Mega-investigação revela nomes de milionários com contas off-shores

 

"A lista contém pormenores do mundo secreto dos paraísos fiscais e pode provocar um "abalo sísmico" no sector.(...)"

 

 

 

É uma impressionante investigação desenvolvida por jornalistas. Dá ideia que o combate aos "donos do mundo" se vai fazendo em várias frentes e por gente sem medo.

 

Um detalhe que me chamou à atenção, foi o caso de Singapura que me recorda aquelas pessoas muito puritanas e severas em relação aos costumes e que depois são apanhadas na prática do que mais condenam.

 

O regime de Singapura é rígido e implacável com os seus habitantes e até com quem os visita como turista de massas, faz gala dessa espécie de "metafísica dos costumes", e depois "(...)O ICIJ e o The Guardian dizem ter mais de 200 gigabytes de dados relativos a operações efectuadas na última década nas Ilhas Virgens Britânicas, mas também em Singapura, Hong Kong e nas ilhas Cook, que serão revelados ao longo dos próximos dias.(...)"

as demissões e as inspecções

04.04.13

 

 

 

A comunicação social diz que o relatório da IGEC obrigará à anulação da licenciatura do ex-ministro e dá ideia que "arrastará" Nuno Crato se se confirmar que o motivo foi esse e que o relatório esteve congelado mais de dois meses.

 

Aguardam-se os relatórios da IGEC (há quem desconfie que também estão no gelo), na sequência da célebre reportagem TVI sobre as cooperativas de ensino, e espera-se que aconteçam resultados semelhantes.

um país no fundo

04.04.13

 

 

 

 

 

O anúncio da demissão do ministro Relvas vem acompanhado da suposta anulação da sua licenciatura. Bem sabemos que casos destes se vão sucedendo (recordemos a notícia recente do plágio da ministra alemã da Educação, penso que se demitiu de imediato, ou do presidente do mesmo país que parece que se demitiu por motivo semelhante), mas a situação deste ex-ministro foi das coisas mais indecorosas a que assisti na nossa vida pública.

 

Para além de tudo (ser apenas avaliado em 4 de 36 cadeiras é sei lá o quê, ainda por cima num país em que as pessoas fazem esforços consideráveis para continuarem estudos superiores), se olharmos para as responsabilidades que lhe estavam cometidas e que passavam pela segunda vez pela divisão administrativa do país (a primeira foi com Durão Barroso) não nos podemos admirar com a nossa bancarrota. E podíamos ficar por aqui a analisar também as trapalhadas na televisão pública e por aí fora. Que tempos estes e para onde os ultraliberais empurraram as sociedades. Todos os dias são denunciados trapaceiros ou corruptos e os pressupostos que levaram a isto não demovem "os soldados".

 

Ontem assisti a uma série de críticas a um programa que desconhecia, "Impulso Jovem", que parece que andava pela mão deste ex-ministro. Vi o vídeo com as declarações do jovem embaixador (tinha Relvas a seu lado). Pareceu-me mais um descomplexado competitivo. Contudo, terminou assim a sua intervenção: "Se vou falar a uma secundária, em que apenas 10 dos 100 jovens presentes dizem que vão para a Universidade, e se no fim forem 75 a levantarem o braço fico satisfeito. É que andam para aí a dizer que não vale a pena estudar e discordo disso." Sinceramente, pensei: se aquele ministro não se demite é porque se o fizer o Governo cai com ele. Aguardemos.

aproximações

04.04.13

 

 

 

Hélder Rosalino, secretário de Estado da administração pública, anuncia a base de dados que "cadastra" os funcionários públicos com o objectivo de gerir melhor as políticas remuneratórias.

 

Uma base de dados pode ser um bom instrumento de gestão, dependendo esse objectivo de quem a analisou e da cabeça que a utiliza. Este SE também afirma que deste modo se poderão aproximar as leis laborais do público às do privado. É a cassete dos últimos anos. Não há "reformista" que não desprestigie as regras da administração pública e nem a queda sem fim os demove. Já ouvi este SE, em desespero de causa, usar o último argumento: é assim que fazem as empresas, como se o empresarial fosse algum modelo único e virtuoso. Valha-nos não sei o quê.

 

Os professores têm refutado com veemência estes discursos. E por toda a Europa (para não escrever mundo ocidental), como se vai comprovando, a "escola" ultraliberal não dá tréguas. Recebi por email uma parte de um texto que me dizem ser de valter hugo mãe. Não fui comfirmar, mas está muito acertado. "(...)As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. (...)Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. (...).Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.(...)"