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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do reino da dinamarca

03.04.13

 

 

 

 

Dezenas de milhares de professores contra aumento do horário escolar na Dinamarca

 

"(...)Há dois dias que perto de 900 mil alunos não têm aulas na Dinamarca. Cerca de 90 mil professores estão nas ruas, num protesto inédito no país, contra o aumento das horas de aulas semanais e que seja dado poder aos municípios para determinarem os horários escolares.(...)"



Entre outros detalhes, é interessante registar o desacordo entre os sindicatos de professores e os municípios sem a interferência do Governo. Este tipo de negociação não é replicável em Portugal, embora existam vários motivos para uma contestação semelhante.

 

Os professores portugueses têm perdido uma série de oportunidades nos últimos anos.

 

Os mais destemidos acabam por ficar isolados, enquanto a maioria prefere tratar da vidinha. Os resultados da tal vidinha prejudicam todos e a vidinha-tout-court também se vai danificando seriamente.

 

E depois existem aquelas lutas da família das abstenções violentas como se pode ler nesta notícia: FNE e FENPROF receiam pela qualidade de ensino com a criação de mais agrupamentos. É: o receio destas centrais assusta qualquer um. É melhor que os agarrem. É também a ladainha habitual: a qualidade descerá depois de mais 18 agrupamentos, quando andamos neste desmiolo há mais de dez anos, com acentuado desnorte nos últimos seis, e com centenas de agrupamentos e comprovada perda de qualidade.

da repetição

03.04.13

 

 

 

 

Não sei se a história se repete, mas talvez a geografia associada à política condene os povos não só à repetição dos gestos como à "aprovação" dos momentos trágicos da história.

 

Foi assim em 1914-18 e repetiu-se de um algum modo em 1939-1945. A Europa central tem na região que inclui a Alemanha um pólo devastador, mesmo que não possamos incluir nesse fatalismo a totalidade das pessoas; e escrevi esta verdade tão óbvia para não ferir susceptibilidades. Já há quem diga que o euro está a asfixiar a Europa pela mão da Alemanha.

 

Nota-se no país governado por Merkel uma qualquer necessidade de apontar o dedo aos outros e parece que o gesto dá votos. Ganha o apontador mais convicto e o que mais custa é a veneração de alguns dos apontados.

 

 

"(...)Era já uma Viena trágica. Não podemos esquecer o paradoxo: a matriz - se assim me atrevo a dizer - da nossa cultura moderna, do nosso modernismo, e até mesmo pós-modernismo, mas já à sombra de um anti-semitismo cada vez mais feroz, e, sobretudo devido á catástrofe de 1914-1918, o troço decepado de um império que procurava - já então - o seu futuro na direcção da Alemanha.(...). Veja bem que foi um presidente do município de Viena, Karl Lueger, um homem muito importante, quem lança verdadeiramente as bases do programa que será o do seu discípulo, Hitler, visando a eliminação dos judeus na Europa. Há um ponto de pormenor que me obsidia: a palavra, medonhamente feia em alemão, "Judenrein", que significa "limpeza étnica": regiões, cidades, organizações, onde deixará de haver judeus: É o clube de bicicleta da cidade de Linz que inventa esta palavra em 1906.(...)"


 

Steiner, G. e Spire, A. (2000:16)

Barbárie da Ignorância

Lisboa

Fim de Século


no reino

03.04.13

 

 

 

 

"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. (...)"

 

 

2ª edição.

Daniel Innerarity (2011, p:09).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.