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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

demissão já

15.03.13

 

 

 

 

 

 

A criação de um consenso nacional é fundamental para o nosso futuro colectivo.

Vitor Gaspar. 15.03.2013

 

 

 

Após um início de inspiração ultraliberal, vamos assistindo a uma desorientação programática com ingredientes impensáveis que se apoderaram do Governo neste momento de emergência nacional. É grave e triste, mas é assim. Grassa a irresponsabilidade e um imperdoável experimentalismo. O Governo fracassou absolutamente e não pode escudar-se na troika; gabou-se de estar para além disso.

 

Do estado de permanente campanha eleitoral de Portas até à organização administrativa do Estado supervisionada por Relvas e passando pela partilha do consultor António Borges ou pelo academismo estratosférico e laboratorial de Vitor Gaspar, o primeiro-ministro só pode apresentar a demissão. E nem vamos incluir no argumentário o BPN e afins ou os achamentos e atavismos de Nuno Crato e Moedas. Como sempre, as alternativas decorrerão do processo eleitoral; pelo menos até ver e é bom que não se esgote esse fundamental mecanismo democrático.

os escolhidos do costume

15.03.13

 

 

 

 

 

 

Parece que o ministro Gaspar está a anunciar o acordado com a troika e a comunicação social confirma o que ontem começou a circular: os professores portugueses são os escolhidos e ponto final. Serão mais 10 mil a juntar ao despedimento colectivo de 10 mil professores no último verão e aos milhares que têm sido empurrados para a reforma com penalizações humilhantes.

 

Nuno Crato, o sub-secretário das finanças, demitir-se-á, pois afirmou que tal nunca aconteceria ("nenhum professor do quadro irá para a mobilidade") e não se pode escudar na semântica da tragédia.

 

Mas não há mais nada para cortar na função pública e nas benesses ilimitadas? Nem sou adepto deste tipo de discurso que nos coloca uns contra os outros (como pretendem os últimos governos), mas isto vai para além dos limites.

 

Admiram-se que os professores usem a imagens impressionantes como a Estrela de David (desde 2008 que volta e meia inunda as redes sociais)? Não me surprenderá se os professores entrarem em greve por tempo indeterminado.

 

"Governo avança com 20 mil despedimentos", diz o Expresso. Que acrescenta: "Em nome da necessidade de correcção do desvio de 800 milhões de euros do défice, 20 mil funcionários públicos serão dispensados este ano. Metade dos quais, professores."



só os alemães? então e os outros?

15.03.13

 

 

 

É recorrente culpar apenas os ultraliberais alemães (sei que é suave, sei que sim) pela austeridade em curso e pelas ideias que devastaram a Europa na segunda guerra. É como se não existissem familiares políticos no resto da Europa e também em Portugal. Bertrand Russel (1993:100) "O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos, via assim os tempos que antecederam a segunda guerra.