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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

é a gozar?

07.03.13

 

 

 

Publicar em livro a experiência profissional devia exigir algum distanciamento e sentido de oportunidade (para não falar da relevância medida por outros).

 

Quando estamos mergulhados numa espécie de bancarrota que responsabiliza, comprovadamente, o comportamento de uma série de pessoas ligadas ao BPN, e em que há milhares de pessoas a sofrer, não me parece razoável que o presidente da República (PR) se ponha a publicar guiões sobre a actuação da presidência em graves crises financeiras. Será que o PR se considera um exemplo (pela positiva, claro) ou pensa que a calamidade é coisa do passado? Às tantas é mais uma sinfonia de assobios para o ar.

 

Nem estou, sinceramente que não, a envolver o PR directamente no BPN, mas estas coisas parecem a gozar ou de alguém ensandecido.

a economia e o invisível

07.03.13

 

 

 

 

 


William Brian Arthur, um economista de 66 anos nascido na Irlanda, escolhe como principal preocupação a economia invisível.

 

Diz que "é mais facil falar contra a China do que sobre a economia invisível". 

 

O economista reafirma a falha flagrante dos seus pares. Há uma sensação de inexplicável na actualidade. Os cortes salariais e os aumentos de impostos limitam-se a transferir recursos financeiros das classes baixa e média para a alta, o que não é pouco, e pioram a maioria dos indicadores.

 

"A "segunda economia" é o tema de eleição de William Brian Arthur(...). Esta "segunda economia" nada tem a ver com a economia paralela ou subterrânea que o PIB oficial dos países não capta. Mas, na realidade, é uma dimensão paralela e é invisível para os políticos e para a maioria dos economistas profissionais. Os políticos tendem a culpar a deslocalização para as economias emergentes que a segunda fase da globalização, desde os anos 1980, beneficiou amplamente. A China é o primeiro país que surge como culpado, a fábrica do mundo que fez uma razia entre os fatos de macaco do ocidente; depois a Índia nos colarinhos brancos agarrados aos teclados de computador e a engendrar algoritmos. Mas, mais profundo, a minar a estabilidade de emprego nos países desenvolvidos, é o vírus da desmaterialização progressiva da comunicação, de processos, de fluxos, de produtos e de serviços - esta tal segunda economia(...)"