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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

diz-se da economia

05.03.13

 

 

Ouço um jornalista dizer que para se fazer a economia crescer não são precisos euros; é uma questão de estratégia. O mesmo jornalista é da opinião que o actual Governo está a errar com fómulas de investimento semelhantes às de Sócrates e com as mesmas pessoas e vícios. Ora é exactamente o que se passa no sistema escolar e também é mais ou menos o mesmo tipo de "escola" que o desgoverna há anos a fio (com uma nuance mais pidesca a anterior e salazarenta a actual).

nem queria acreditar

05.03.13

 

 

Recebi por email a referência a um vídeo que pretende promover o turismo em Portugal. Um vídeo oficial, digamos assim. Nem queria acreditar no modo como nos olhamos oficialmente e na imagem que queremos passar para quem nos visita. Lembrei-me do "canalizador polaco". São muitos os que dizem que a nossa bancarrota é, em primeiro lugar, moral e devem ter razão.

 

 

 

transferências do MEC para as cooperativas de ensino

05.03.13

 

 

 

Pode ver aqui um pdf com as polémicas transferências efectuadas pelos serviços do MEC para as cooperativas de ensino no 2º semestre de 2012.


Os menos informados podem ficar com uma ideia do número de instituições apoiadas financeiramente pelo Estado e dos respectivos montantes.


Os colégios do concelho de Caldas da Rainha, que leccionam nos 2º e 3º ciclos e no ensino secundário, são dos mais financiados. O Colégio Rainha D. Leonor, que por lapso dos serviços do MEC é localizado no distrito de Santarém, com 1.815.932,11 euros e o Colégio Frei São Cristóvão com 793.213,85 euros.

tudo muito sistémico

05.03.13

 

 

Quando se nacionalizou o BPN, o argumento que mais pesou foi a possível corrida aos levantamentos bancários provocada pela incerteza e que originaria falências em catadupa: a tal crise sistémica.

 

A nacionalização absolveu milhares de milhões de euros de corrupção comprovada e o banco voltou à iniciativa privada por uns míseros milhões. Um negócio que a história retratará na sua monstruosa dimensão.

 

Mas não ficou por aqui. Os contribuintes das classes média e baixa tinham de financiar o aumento da dívida (para recebrem salários, imagine-se) provocada pela banca e os credores exigiam juros altíssimos: a celebre pré-bancarrota. Era necessário um Governo que perpetrasse o desfalque e o actual não teve com panaceias: cortou a eito, de forma instantânea e abundantemente elogiada.

 

A dívida portuguesa foi a mais lucrativa de 2012 (juros altíssimos e pagos a pronto pelos contribuintes, pensionistas incluídos) e a banca portuguesa conseguiu lucros invejáveis com a compra da sua própria divida. Estranho? Nem por isso. É tudo muito sistémico.

 

Mais uma detalhe: só faltava que alguns dos mentores bancários, agora pensionistas, andassem a gozar com as pessoas e integrassem as manifestações como "movimentos de reformados indignados". Os portugueses têm fama de serenos, mas testes de stress desta dimensão podem acabar mal.