Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

os lóbis e os temas fracturantes

04.03.13

 

 

 

Petição a favor da família, do casamento e do ensino particular entregue terça-feira no Parlamento

 

"Cerca de cinco mil pedem revogação de seis leis, das quais cinco incidem sobre temas chamados "fracturantes". A outra tem a ver com o financiamentos dos colégios.(...)"

 

É curiosa esta petição que dá razão aos que dizem que o lóbi das escolas cooperativas está em todo lado e não apenas nos corredores e gabinetes do MEC.

 

Veja-se bem que uma petição dedicada a cinco temas fracturantes (que gente mais cinzenta, mas isso não é para este post) abre uma excepção para pedir a revogação de uma lei de 2010 que restringe o alargamento do ensino cooperativo. Os assinantes da petição optam por um mercado total no ensino, mesmo que encostado ao Estado, e contrariam esse espírito de liberdade que é inerente às outras cinco leis que contestam. Ou estavam distraídos ou não sabem o que assinaram. Há lóbis eficazes, digamos assim.

as marchas do silêncio

04.03.13

 

 

 

Passei o 2 de Março nas Caldas da Rainha, mas vou lendo que o silêncio marcou as grandes manifestações em Lisboa e no Porto. Dá ideia que as pessoas caminhavam desesperançadas e que carregavam o desânimo. Mais do que contar quantos eram (ninguém duvidará que foi uma manifestação histórica), importa que quem governa escute o silêncio antes que expluda o funil da civilidade.

 

 

sem tergiversar

04.03.13

 

 

 

 

 

 

Há algum tempo que se adivinhava o inaceitável silêncio das pessoas de direita perante factos políticos tão ou mais graves do que nos tempos de Sócrates. Não se esperava era tanto: a negação do 2 Março, por exemplo.

 

Mas é bom não termos memória curta para que de surpresa em surpresa o abismo não seja o lugar definitivo. Há muitos, que agora se manifestam, que tentam passar pelos pingos da chuva e os professores sabem bem disso.

 

Quando, no verão de 2012, os cortes a eito no sistema escolar provocaram o despedimento colectivo de mais de 10000 professores e milhares de horários zero, veio à tona, e muito bem, o escândalo das PPP´s do sistema escolar. Em alguns concelhos começa a subir de tom a perplexidade com os desenvolvimentos da rede escolar. É natural e sabemos que isso vai aquecer.

 

É, no entanto, importante frisar que a rede escolar está nesse estado há anos a fio e com responsabilidades para gostos diversos.

 

De 2005 a 2011, por exemplo, quem Governou o sistema escolar comandou a festa e nos referidos concelhos imperou o silêncio partidário. Está na hora de dizerem publicamente ao que vêm e de não empurrarem para os do costume a responsabilidade exclusiva pela solução destes graves problemas. Que o façam. Sem tergiversar, sem jogos de sombras e que assumam de vez os elogios aos projectos com ensino equestre.

descaramento

04.03.13

 

 

 

 

Crato quer mais contratos com escolas privadas


 

Era necessário um grande descaramento para que o MEC decidisse alargar a rede de escolas cooperativas "encostadas" ao Estado. Os estudos, e as investigações jornalísticas, têm sido conclusivos. Aguardam-se os resultados da IGE e da Procuradoria-Geral da República.

 

Mesmo que na notícia se diga que baixará o valor por turma, fica a sensação que há um compromisso eleitoral a respeitar (e nunca se sabe o tempo de duração do Governo) e que não será por acaso que parece ser o SE Casanova a conduzir o processo.

 

É inadmissível que haja escolas do Estado com salas vazias, e com horários zero, ao lado de escolas cooperativas construídas ao arrepio da lei, que beneficiam de uma rede escolar em estado de salve-se quem puder e em que um qualquer agente político se sente no direito de distribuir turmas.

 

É verdade que as notícias deste jornal sobre o sistema escolar não são credíveis. Mas também é verdade que a legislação sobre estas matérias não é cumprida. Já agora, era importante rever a contratação de professores para as escolas cooperativas. Como são pagos pelo erário público, os concursos devem ser públicos e transparentes.