Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a divisão ibérica ou o salve-se quem puder?

03.03.13

 

 

 

As direitas que formam os governos centrais na Península Ibérica estão em plano descendente, exauridas ideológicamente e sem qualquer solidariedade. O PP espanhol tenta sobreviver argumentando que não cometeu os erros imperdoáveis do Governo português. Compreende-se. A malta do mercado total é muito competitiva. Dá ideia que se aproxima vertigionosamente o momento em que caminharão juntos para a porta de saída.

inevitabilidades?

03.03.13

 

 

 

 

Desde as cidades da Grécia Antiga que se sabe que os ricos são a favor da oligarquia e os pobres da democracia. As oligarquias garantem a paz pela força ou pela ilusão de acolhimento da maioria. Se, como agora, o empobrecimento actua rapidamente sobre as classe média e baixa e as deixa sem ilusão, só restam dois caminhos: o da força e o da revolução democrática. Em 25 de Abril de 1974 escolheu-se o segundo para contrariar o primeiro.

é com relativa perplexidade

03.03.13

 

 

 

 

É com relativa perplexidade que leio a argumentação que desvaloriza a manifestação de ontem. Alguns governantes, mais os fanáticos ideológicos, acompanhados de comentadores do friso mainstream fazem um papel algo arriscado. Tenho ideia que não estão a ler a realidade. Devem ter as lentes embaciadas ou viradas para outro meridiano.

 

Gostei especialmente de dois registos blogosféricos.

 

O Paulo Guinote é definitivo no contraditório com os anti-que-se-lixe-a-troika: "A manifestação que falta - De apoio ao Governo e à política actual, de louvor à troika. Se quiserem posso ceder o meu terraço… Tem coisa de 15 metros quadrados… dá para quase 50, vistos de helicóptero...(...)".


O Mário Carneiro captou muito bem a atmosfera do 2 de Março: "Lisboa. Os rostos fechados predominaram sobre as palavras de ordem, sobre as cantilenas e até sobre a «Grândola Vila Morena». Pairou o ar pesado de quem sofre, de quem se sente enganado, de quem ainda contém a revolta. Os momentos de festa e de humor escassearam. O silêncio imperou durante partes significativas do desfile. Por vezes a marcha parecia fúnebre. Só os passos se ouviam.


Era importante que estas duas descrições da realidade não escapassem a quem diz que governa o país e que evitassem seguir o caminho da confrontação sugerido por Marcelo Rebelo de Sousa.





Foto de Luiz Carvalho.

do dia seguinte

03.03.13

 

 

 

Foi uma semana marcada por sinais importantes na Europa e nos EUA. Se Obama tem que fazer cortes, que considera disparatados, por conta dos republicanos, os europeus têm de perceber de vez a necessidade de fazer política de forma diferente da habitual depois do fenómeno italiano "Grillo-5-estrelas" e do "que se lixe a troika" português.

 

Urge uma qualquer viragem e espera-se que os egoísmos e as soberbas não deitem de novo tudo a perder. Se assim não for, se não existir uma réstia de esperança e de humildade, podemos prever que o que vem aí será ainda pior e que desaguará numa tragédia de dimensões imprevisíveis. Não foi assim na história recente?