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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

será do frio?

28.02.13

 

 

 

A troika (e a malta para além dela) está hesitante como nunca se tinha visto. A incógnita substituiu a soberba ideológica e a indecisão tomou o lugar da decisão dura e sorridente. O medo vai mudando de sítio, como sempre acontece. Será do frio ou do 2 de Março? Sócrates caiu com o 15 de Setembro de 2011 e a troika (e a malta para além dela) não o ignora. É bom que intuam que as coisas acalmaram porque existiu a queda.

da associação nacional dos professores contratados

28.02.13

 

 

 

Comunicado




A ANVPC - Associação Nacional dos Professores Contratados contactou formalmente, durante o dia de hoje, os Grupos Parlamentares do PSD, CDS-PP e PS, no sentido de questionar os mesmos acerca da razão pela qual estas bancadas parlamentares votaram contra um Projeto de Lei (apresentado pelo Partido Comunista Português) que permitiria a resolução da precariedade laboral de milhares de Professores Contratados, e possibilitaria a reposição da verdade e da justiça ao fim de mais de 15 anos de violação pelo Estado Português de dois dos mais básico princípios - o do Direito à Estabilidade Profissional e da Igualdade de Direitos entre Cidadãos.

 

Anexamos, em baixo, a comunicação remetida a estes órgãos da Assembleia da República.

A ANVPC encontra-se a aguardar a resposta dos grupos parlamentares contactados, assim como a comunicação, por parte destes, das razões objetivas que levaram os(as) deputados(as) a tomar essa decisão adversa aos professores portugueses e à Escola Pública.




Exmos.(as) Srs.(as) Deputados(as)

 

A Associação Nacional dos Professores Contratados verificou, com grande surpresa, que os(as) deputados(as) do vosso grupo parlamentar, no passado dia 20 de fevereiro, votaram contra um Projeto de Lei (apresentado pelo Partido Comunista Português) que permitiria a resolução da precariedade laboral de milhares de Professores Contratados, e possibilitaria a reposição da verdade e da justiça ao fim de mais de 15 anos de violação pelo Estado Português de dois dos mais básico princípios – o do Direito à Estabilidade Profissional e da Igualdade de Direitos entre Cidadãos.

Vejamos ainda, curiosamente, que em todos os momentos em que encetamos reuniões de trabalho com Vs. Exas. os(as) deputados(as) do vosso grupo parlamentar sempre demonstraram compreensão total pelos problemas da precariedade docente, tendo mesmo referido vontade política, real, em resolver este grave problema que atormenta milhares de profissionais que se vêm dedicando à  Escola Pública, ano após ano, e aos quais nunca foi permitida a entrada no quadro.

Face ao exposto, vimos, por este meio, no sentido de defesa da transparência a que a vossa função de serviço público está diretamente associada, requerer formalmente a justificação para esse voto contra, no sentido de que os Professores Contratados portugueses possam tomar conhecimento das razões objetivas que levaram os(as) deputados(as) do vosso grupo parlamentar a tomar essa decisão política adversa aos professores portugueses e à Escola Pública.


Aguardamos a vossa resposta urgente.


Certo da Vossa Cuidada Atenção,


Subscrevemo-nos com os Melhores Cumprimentos,


A Direção da ANVPC.

da espécie de nonsense

28.02.13

 

 

 

 

Está completamente fora do meu ideário manifestações inaceitáveis como a de ontem na Faculdade de Direito com um coelho enforcado. É, para além de tudo, mau gosto; muito mau gosto.

 

Tenho ideia que a vaga "que se lixe a troika" tem uma dimensão imensurável e é escusado encontrar "responsáveis". É tão despropositado e desconhecedor apontar estes ou aqueles, como considerar que o episódio grotesco do coelho foi uma conspiração da JSD que seguiu a sugestão de Marcelo Rebelo de Sousa para se "opor" à Grândola Vila Morena. 

 

Qualquer que seja o veredicto, não é boa ideia inventar actos disparatados nem sequer convocar grupos para combaterem os adversários.

do país do faz de conta

28.02.13

 

 

 

 

Quem governa o que quer que seja em Portugal, tem de optar entre trabalhar mesmo ou esgotar o tempo em tarefas de representação. Esta diferença explica muito da nossa bancarrota, uma vez que o artificialismo domina a vida pública.

 

Não se pense que a tragédia escapa aos cargos de Governo. São inúmeros os exemplos de ministérios dirigidos por assessores provenientes dos aparelhos partidários, principalmente dos que estruturaram o voto na democracia. Há muito que é assim. Essas máquinas, peritas em vencer eleições internas nos partidos, viciam-se no jogo dos favores e dos lugares, não desenvolvem qualquer profissionalidade, a sociedade que dominam está submersa na clubite e com a agravante de ter uma aura de grande organização. Em regra, convencem-se que prestam um inestimável serviço à democracia e que são uma espécie de casta superior.