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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mas este presidente não se enxerga?

25.02.13

 

 

 

Mas não é da família política deste presidente o primeiro-ministro que aconselhou os jovens a emigrarem?

 

Desde 1985 que o populista Cavaco Silva não sai da cassete da meritocracia e do empreendedorismo (já usou outros sinónimos).

 

Numa altura em que um Governo do seu agrado seca a economia e destrói emprego, é preciso uma grande lata para dizer aos jovens que têm de ser empreendedores e avaliados pelo mérito. Que trate mas é da banca, dos offshores e por aí fora, que os jovens portugueses (como nas décadas anteriores) erguerão o país e só esperam que o poder político se deixe de benesses ilimitadas e de coisas do género BPN.

 

 

Cavaco Silva quer jovens mais empreendedores

o conceito em 33 segundos

25.02.13

 

 

 

Li a formulação "descomplexados competitivos" pela primeira vez numa crónica de Pacheco Pereira donde retirei esta passagem:

 

"(...)Pelo meio, perguntou, com evidente escárnio, a um desempregado se este tinha tirado o curso de História, uma imprevidência para quem quer ter um emprego. Não tenho dúvida de que quem formulava esta pergunta fazia parte de um dos lados do novo binómio da luta de classes descrito por Passos Coelho, o dos "descomplexados competitivos". O curso de História, se tivesse feito parte do currículo do desempregado, colocá-lo-ia de imediato na categoria de "preguiçoso autocentrado", antiquado e inútil, "piegas" e queixoso, a quem é preciso dar um abanão de pobreza a ver se se torna "competitivo". Estamos perante uma nova forma de luta de classes: a que opõe "descomplexados competitivos" a "preguiçosos autocentrados". Pelos vistos, uma característica destes últimos é que se interessam por história.(...)".


Ora veja o vídeo e diga lá se não se fica a saber em 33 segundos o que é um descomplexado competitivo?




rapidez

25.02.13

 

 

 

 

 

 

A aceleração do tempo permite "revoluções" bem disfarçadas e até a História tem tendência para o vórtice. O livro de Joaquim Vieira sobre Mário Soares é um bom exemplo, relata factos recentes, de 2011, e permite-nos algumas conclusões.

 

Sabia-se que J. Sócrates era aplaudido à direita, ainda mais a dos interesses que inclui os descomplexados competitivos do PS, ficou a saber-se que, mesmo em 2011, Sócrates queria juntar-se "aos gajos do PSD" e que festejava as derrotas de Alegre com palavrões dirigidos ao poeta.

 

A linguagem não é surpreendente. Faz parte do insuportável ser privado desta gente. Parece que a brejeirice, o nivelamento por baixo e os palavrões estabelecem um qualquer ranking de feitos viris ou lhes outorga o estado de prá-frentex. Sei lá. Se fossem caçadores em África apanhavam leões à mão e com uns valentes impropérios às mães leoas; valha-lhes sei lá o quê.

 

Também ficamos sem dúvidas que o sistema escolar tem sido depauperado com a cumplicidade do arco do poder e, mais uma vez, com a malta dos interesses no comando das operações. Os grandes partidos desprezam a Educação, os seus "altos quadros" fazem carreira em áreas financeiramente mais prometedoras e, na hora de governar, os endinheirados, mesmo que encostados ao Estado e, em casos comprovados, de forma corrupta, fazem luzir os seus fatos às riscas.