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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

uma espécie de mágico

21.02.13

 

 

 

 

 


"O que nos interessa não é o emprego imediato"

 

 

 

Bem sei que o combate ao desemprego não é tarefa de Nuno Crato (mas já tem um despedimento colectivo de mais de 10000 pessoas no curículo), mas como membro de um Governo que atingiu quase um milhão de coisos, também por suspeita de grave incompetência, devia ter algum cuidado com os sound bites.

 

Mas o que mais me surpreende é a sua encenação do futuro. Sabe-se que a crise da política executiva passa, em grande parte, por essa impossiblidade e pela absolutização do presente. Mas Nuno Crato deve ter um contacto divino e contraria a actualidade. Conhece o emprego do futuro e começou a inspirada acção no MEC com um regresso ao back to basics (em versão atávica, porque o conceito evoluiu e há outras consideradas progressistas e não kafkianas): ler, escrever e contar.

muito derrapam, coitados!

21.02.13

 

 

 

Hoje, o Banco de Portugal indicou que houve uma derrapagem da dívida na ordem dos 5,3 mil milhões de euros. Soube-se anteontem, pela voz de João Rato (o nosso negociador universal), que a nossa dívida pública foi a mais lucrativa do planeta em 2012. Como sabemos que os nossos bancos compraram 7% da dívida pública, juntamos as evidências e percebemos a euforia bancária que não "aguenta" o êxtase provocado pelo casino financeiro.

invenções e radicalismos

21.02.13

 

 

 

 

 

Logo se percebeu que os cortes de 4 mil milhões só podiam ter duas origens: invenção maquiavélica ou radicalismo ideológico; pior ainda se as misturarmos. A invenção distrai as classes média e baixa enquanto se operam cortes brutais nos salários e pensões e permite, como se vê, a suavização dos prazos assim que os pagamentos de Fevereiro se efectivem. O radicalismo ideológico do Estado mínimo é pior. Vai para além do momento, crê no modelo e acredita que é uma questão de tempo. A combinação das origens é trágica e só pode ser vencida fora do arco do poder, como se viu no 25 de Abril de 1974.

 

Não é por acaso que uma brigada de socratistas (A. Santos Silva, M. L. Rodrigues ou F. Assis), e depois de não ter a benção de A. Costa, vem a terreiro desesperada com algum possível desvio ao centrão e tem o desplante de considerar que cantar a "Grândola, Vila Morena" durante um ou dois minutos é impedir alguém de falar (queriam o quê? Que o povo vos levasse para o Campo Pequeno?).

 

MLRodrigues foi ao ponto de apelar aos sindicatos que "estruturam" a contestação, recordando-nos os tempos em que o seu MEC estava invadido por sindicalistas que faziam "jogo duplo". Vale-nos que esta gente sem poesia, sem coluna vertebral e "vendida" às benesses das oligarquias não engana as pessoas como se viu em 2008 e no 15 de Setembro de 2011. O actual Governo deve cair, mas a tralha (pesei bem, sim) socratista não deve pensar que é em sua memória; as famílias são afins.