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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do suicídio da europa

08.02.13

 

 

 

 

A conversa derivou para os tiques totalitários do tempo em que vivemos e introduzi, para relativo espanto dos meus interlocutores, o SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho na Administração Pública). Como tínhamos partido do maoismo, do estalinismo e de outros ismos, foi natural a surpresa com a aparente derivação da minha questão e concordámos que para se entender o alcance da afirmação é necessário mergulhar na dilacerante atmosfera relacional que provoca.

 

O primeiro alerta da devastação veio da France Telecom onde 35 trabalhadores se suicidaram entre 2008 e 2009. O espírito SIADAP tinha sido levado às últimas consequências.

 

Desta vez o sinal vem de Paul Krugman e dirige-se ao "suicídio económico da Europa". Há, já não restam dúvidas, um qualquer maquiavelismo do género dos ismos enunciados a que não são estranhos os processos portugueses como o mediatizado BPN.

 


"(...)E se o flagelo aparentemente crescente na Europa de suicídios motivados pela crise económica, face ao desespero com o desemprego e falência das empresas, for lido como uma história não tanto sobre casos particulares de indivíduos, mas sobre a aparente determinação dos líderes europeus em cometer um suicídio económico de todo o continente?(...)"

a estranheza como origem

08.02.13

 

 

 

 

Há uma epidemia que considera o sistema escolar uma coisa insólita e longínqua. Essa moda, que se dispersa rapidamente numa população, não racionaliza a ideia de se prestar grande atenção ao escolar e atinge o grau mais elevado de contaminação quando se confronta com quem faça disso profissão pública ou, pior ainda, uma causa. É um fenómeno com dúvidas agudas na literacia associada às pessoas, à política, ao social, e, em auge infeccioso, à democracia.

 

É uma sociopatia que não manifesta qualquer empatia para com os seus semelhantes ou de atenção para com os seus problemas. É exímia em manipular factos e incapaz de assumir erros. Pode, em aparente desespero e de forma cínica, admitir “falhas de comunicação".

 

Usa modelos ideológicos com diagramas mentais inflexíveis que desprezam a consistência cultural e histórica das sociedades. Na origem está sempre a estranheza com o humano.