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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

como na rússia?

04.02.13

 

 

 

 

As últimas nomeações de secretários de Estado estão envoltas em polémica. Chamou-se mais à atenção a de um sindicalista da UGT para a pasta do emprego. Deverá acumular para "facilitar" a concertação, que foi a preocupação enunciada por Passos Coelho.

 

O Governo, e numa linguagem basquetebolista, mete um cesto inspirado no modelo Putin. Talvez também não pontue. Veja o pequeno vídeo de 30 segundos e conclua.

 

 

 

dos banqueiros e da economia

04.02.13

 

 

 

 

Recebi por email um texto apócrifo que tem tanto de humorado como de certeiro.

 

 

"Ser dirigente de um banco bem sucedido é bom. Ser dirigente de um banco mal sucedido é ainda melhor. As mercearias falidas não são nacionalizadas e as casas de ferragens com problemas de tesouraria não se recapitalizam com dinheiro do Estado. O problema é das mercearias e das casas de ferragens. Toda a gente já percebeu a diferença entre recapitalizar-se, por um lado, e pedir emprestado porque se vive acima das suas possibilidades, por outro. O ideal seria que todos os estabelecimentos comerciais portugueses tivessem "banco" escrito no nome. Um talho chamado Banco Carnes de Ouro. Uma mercearia chamada Banco Frutas Idalina. Um restaurante chamado Banco Adega Regional O Botelho. Nenhum negócio iria à falência, porque o Estado acudiria a todos. Se falisse, pagava o País inteiro. Só por falta de visão comercial é que continua a haver empresários que ignoram esta estratégia simples mas vencedora.

O negócio da banca é duro e complexo. Trata-se de comprar dinheiro barato e vendê-lo mais caro. Pensando bem, talvez não seja assim tão complexo. Estamos a falar da comercialização de um produto que toda a gente aprecia. O risco não é muito grande. E, além disso, é um bem que não se estraga. Ninguém diz, ao levantar um cheque: "Olhe, desculpe, estas notas são da semana passada."

Ainda assim, um número bastante elevado de banqueiros consegue reunir a mistura de talento e obstinação necessária para levar muitas destas instituições à completa ruína. Não deve ser fácil.

O jornalista Nicolau Santos fez, há dias, uma lista não exaustiva de banqueiros portugueses envolvidos em escândalos financeiros e consequentes processos judiciais. São cerca de dezena e meia. E acrescentou uma lista de bancos que o Estado português já ajudou, com avultadas injecções de capital. Contando com o BPP e o BPN, são cinco. Num país com a dimensão de Portugal, 15 banqueiros e cinco bancos parece muito. Não sei se é o suficiente para estabelecer uma regra, mas são números um tanto alarmantes. Qualquer dia, banqueiro detido passa a ser um pleonasmo. Talvez fosse bom remodelar os testes psicotécnicos na admissão de candidatos ao lugar de banqueiro. Aparentemente, saber de finanças não habilita ninguém a gerir instituições financeiras."

crato diz que o governo é irresponsável

04.02.13

 

 

Nuno Crato disse hoje que não vai despedir mais professores porque não é irresponsável.


O responsável pelo MEC respondeu deste modo quando foi confrontado com as propostas do relatório FMI. Como quem assinou o tal relatório afirmou que foram os membros do Governo os "autores" do desmiolo, concluímos que Nuno Crato considera o Governo irresponsável.

devassados (2)

04.02.13

 

 

 

 

Há dias escrevi assim:

 


"Os professores são, de longe, a profissão mais devassada em Portugal. Há seis anos que o quotidiano é marcado pela sua avaliação, pelo que ganham, pelas horas que leccionam, pelo que deixam de ensinar, pelos privilégios e pelos despedimentos. São os primeiros culpados pelo estado da nação. Ainda no ano passado se confrontaram com um despedimento colectivo de 10000 pessoas e parece que nada aconteceu.(...)"



Ontem, o DN prolongou a saga com uma exposição detalhada das reformas dos professores. Espera-se a das restantes profissões. Tem uma conclusão risível (embora o título acabe por vender mais): a maioria dos reformados do MEC são professores (deveriam ser o quê?).


Maioria dos reformados é professor do básico e secundário

"A maioria dos reformados do Ministério da Educação e Ciência é professor do ensino básico e secundário e recebe, em média, uma pensão de dois mil euros, metade do valor atribuído aos professores catedráticos.(...)"