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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

aquela coisa dos fantasmas

28.01.13

 

 

 

 

 

 

Convenço-me que já são poucos os que não classificam como trágica a passagem de Lurdes Rodrigues e José Sócrates pelas políticas do sistema escolar e que este Governo acentua com a crença ideológica do estado mínimo. Os últimos Governos do PS foram uma oportunidade perdida que deixou a esquerda à deriva e que impede uma oposição credível à nova vaga devastadora da escola pública que se aproxima.

 

Não é fácil para o actual PS libertar-se dessa herança e encontrar as convicções e as políticas que possibilitem e regresso ao equilíbrio é à sensatez. O ex-presidente Jorge Sampaio está preocupado e não deve desconhecer o que o actual Governo se apressa em escamotear insistindo nos números de 2009: Portugal investiu, em 2012, 3,8 do PIB (regredimos mais de 20 anos numa queda abrupta) em Educação que é o valor mais baixo da Europa.


O ex-presidente disse, em 2005, que os professores trabalhavam pouco, promoveu uma viagem ao Chile que inspirou os mentores do monstro da avaliação de professores e, em Outubro de 2009, classificou a avaliação de professores como uma das causas da bancarrota.


Dá ideia que está a alterar as suas convicções. Foi lamentável o que se passou, repito. O que leva anos a construir pode destruir-se num ápice e exige um esforço redobrado para reerguer.

 

Portugal não terá prosperidade sem investimento na Educação

 

divididos e no ponto zero?

28.01.13

 

 

 

 

Avizinha-se outra vaga de devastação da escola pública e ninguém poderá dizer que não foi avisado.

 

A defesa da escola pública é há muito uma luta desigual. Como os resultados educativos são a médio e longo prazos, será tarde quando dermos conta da destruição. A agenda de "tudo está mal na escola" tem prevalecido e o argumentário dos ganhos inequívocos destas últimas décadas tem mais adversários do que defensores. O orçamento do sistema escolar é demasiado apetitoso e a lógica PPP´s já esgotou as outras áreas de consumo.

 

Os professores conseguiriam atenuar os efeitos da primeira vaga que ocorreu recentemente. Tento manter algum optimismo, mas verifico que a divisão entre grupos de docentes deu corpo a um dos principais objectivos da devastação: pôr grupos de cidadãos divididos e desmontar paulatinamente o essencial.

 

É isso que registo do rescaldo da última manifestação. Foram muitos e variados os que desejaram o insucesso da acção de luta. É quase incompreensível, mas é assim.

 

Esta situação não é nova. Em 2008 também se sentia a natural diversidade de ideias. Contudo, existiu alguma unidade no essencial e vejo razões para que se voltem a reunir vontades. Quem apenas se move quando os seus interesses particulares são atingidos deve perceber que regressámos ao ponto zero e que tudo é mesmo possível.