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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da adse e das campanhas

14.01.13

 

 

 

 

 

 

Passos Coelho mentiu na campanha eleitoral. Disse, por exemplo, que era um disparate falar-se em cortes nos subsídios e foi o que se viu. Fê-lo também em relação ao sistema escolar e cavalgou, a exemplo de Nuno Crato no plano inclinado, a onda de contestação que os professores a muito custo sustentaram.

 

A ideologia radical do actual Governo tem adeptos que não saem do mundo das ilusões. Da ilusão ao radicalismo vai um pequeno passo.

 

Quando se pensa no futuro, imaginam-se as alternativas. O PS deu hoje um sinal que espera por isso a curto prazo. A polémica sobre a ADSE parece dividir o partido da rosa. Já li especialistas a fazerem laudos ao sistema e outros, como Beleza e Correia de Campos, no sinal contrário. Não consigo situá-los em relação ao trágico legado de Sócrates no sistema escolar (que tem algumas semelhanças com o que se passa na saúde). O que intuo é que a citada herança demora a ser engavetada de vez. É uma teimosa ilusão que se assemelha à que sustenta a tragédia em curso.

 

Por vezes, e por mais que se evidenciam os efeitos, o fanatismo partidário e os interesses que o movem não permitem ver para além disso e constroem um desastroso cimento.

 

Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa, tem uma explicação.

 

 

 

eixo do mal

14.01.13

 

 

 

Só no último "Eixo-do-mal" da SICN dei conta das polémicas recentes à volta de um cão e de uma mala preta. Tinha reparado que eram tema nas redes sociais, mas não fui indagar porque desconfiei que a abjecção está, naturalmente, em crescendo.

 

Até fora do virtual me falaram do assunto e devo ter sorrido como geralmente faço com as anedotas: desligo de imediato, mas mantenho a compostura para esconder a ignorância (relativa, claro). Afinal era sobre um cão e uma mala preta e o que perdi é de perder. A história do cão é trágico-cómica e a da mala uma espécie de fascismo exercido sobre a jovem.

 

Depois do citado programa passei pelo facebook e reparei no que se dizia sobre o facto de Mário Soares ter sido internado num hospital privado; tanto disparate e tanta falta de respeito.

 

Não me admira que estes temas dominem as redes sociais. Navegam por lá os extremos, mas o anonimato amplia o mais desprezível que se pode encontrar na condição humana. É uma progressiva caminhada em direcção ao vale tudo e à mentira institucionalizada, que permitirá, como notou Irme Kertész, que se elejam os piores de nós.